quarta-feira, 30 de junho de 2021

O impacto de Konkan, Índia, contemporâneo de Gobekli Tepe?

Gobekli Tepe na Turquia é possivelmente o mais estudado e interpretado monumento dedicado aos eventos de impacto que deram início ao período Younger Dryas, há 12.900 anos.

Mas há outro conjunto muito interessante de petroglifos, datado aproximadamente da mesma época, mas afastado cerca de 4.000 km: Konkan, Ratnagiri, na província de Maharashtra na Índia.

Conheci esses petróglifos através do vídeo de Kiran Mengale, Konkan Petroglyphs: Mystery of 10,000 year old signs, do qual as imagens abaixo foram extraídas.

Seu vídeo estima uma data de 10.000 anos, mas outras fontes colocam sua origem na casa dos 12.000 anos, sendo portanto contemporâneos de Gobelki Tepe.

E acredito que esta última interpretação seja mais correta, porque a temática dos petroglifos remete diretamente aos eventos aparentemente descritos em Gobekli Tepe e às vitrificações encontradas em Abu Hureyra, nas proximidades.

Petroglifos como o candelabro, que também pode ser interpretado como uma entidade alada:

O candelabro também aparece associado a outra figura recorrente em Konkan:

O que esta figura próxima ao candelabro faz lembrar?

Para mim, parece o cogumelo atômico da arma desconhecida usada por Gurkha, e o efeito do Brahma-astra lançado por Arjuna, ambos descritos no Mahabharata.

E há outras figuras que remetem à nuvem em forma de cogumelo:

Esta parece associada a uma cratera e talvez um impacto rasante...

Mas há uma descrição ainda melhor de uma explosão de alta energia (inverti a figura em relação ao vídeo para melhor clareza):
Esta descrição de um sol no centro de uma nuvem-cogumelo se elevando do solo com ondas de choque ao seu redor é a melhor representação que já vi de uma explosão de vários kilotons:

Até mesmo o círculo de fogo abaixo da cabeça do cogumelo foi representado no petroglifo... 

Ou são criatividade e coincidência extremas, ou simplesmente o desenho foi feito habilmente por uma testemunha ocular de um momento ímpar na história da humanidade.

Lembra-se daquela passagem do Mahabharata, o livro sagrado hindu?


"Gurkha voando em sua rápida e poderosa Vimana, disparou um único projétil carregado com todo o poder do universo. Uma coluna incandescente de fumaça e fogo tão brilhante quanto mil sóis se levantou em todo o seu esplendor… era a arma desconhecida, um raio de ferro, um mensageiro gigantesco da morte, que reduziu a cinzas toda a raça dos Vrishnis e dos Andhakas... os cadáveres estavam tão queimados que eram irreconhecíveis."

Nos anos 60, várias pessoas notaram a similaridade dessa descrição das armas celestiais com bombas nucleares.

Ajudou a descrição de que eram lançadas por veículos voadores pilotados por entidades poderosas e incompreensíveis — daí para a tese dos deuses-astronautas foi um pulo.

Naquela época, não se conhecia a dinâmica dos impactos de asteroides e sua capacidade de gerar explosões de magnitude similar à de bombas atômicas por pura energia cinética transformada em energia térmica.

Aplicando a Navalha de Ockam, o que é mais plausível?

Humanos convivendo com alienígenas que voavam em naves espaciais equipados com armas nucleares e dotados de péssima pontaria, ou humanos descrevendo eventos de impacto de meteoritos e asteroides com base naquilo que viam, não entendiam, e tentavam descrever com base no seu cotidiano? 

Qual a explicação mais plausível para ser elaborada por um cidadão há milhares de anos?

"Poderosos seres alados travam uma batalha nos céus e lançam dardos de fogo, suas armas causam morte e destruição na terra."

"Rochas caem do céu a grande velocidade, se inflamam devido ao atrito com a atmosfera e explodem com grande energia causando morte e destruição na terra."

Pois é, não havia conhecimento científico suficiente para elaborar a segunda hipótese pelo menos até 200 anos atrás, que dirá há 12.000 anos, ou mesmo há 5.000 anos...

Em Konkan, assim como em Gobekli Tepe, também não faltam referências à morte.

Pelo menos uma figura humana é representada no que parece ser uma cova, ou caída no solo, com genitais arrancados. 

Aparentemente, sua cabeça também está desconectada do corpo, a mesma representação da morte usada no templo natufiano. 

Não sabemos se isso resulta da intenção do autor ou de vandalismo de culturas posteriores, mas é inegável a representação do corpo com braços estendidos, posição típica de vítimas de carbonização:

Esse suposto monumento funerário se localiza na área dos petroglifos, que é uma ampla clareira com a aparência de rocha calcinada:

Arqueólogos precisariam investigar essa possibilidade de encontrar rochas vitrificadas — talvez Konkan seja outro marco dos sobreviventes de um evento similar a Abu Hureyra e outros vilarejos natufianos.

Eventualmente até mesmo fragmentos de meteoritos estejam espalhados pela região...

A trajetória entre o radiante aparente dos eventos de Younger Dryas e Konkan está alinhada com o lago Lonar, indiscutivelmente uma cratera de impacto com diâmetro de 1,8 km na mesma província de Maharashtra:

A cratera Lonar foi datada por geólogos como tendo aproximadamente 75.000 anos. 

Certamente eu gostaria de ver novos estudos para essa datação — talvez estimativas mais recentes, tipo 12.000 anos, tenham sido descartadas porque não se encaixavam no quadro arqueológico conhecido para a região.

No entender deles, nada tão recente poderia ter acontecido sem deixar registros nas culturas que já habitavam a Índia ao final de Idade do Gelo, e não havia registros com essa idade naquela região.

Mas os petroglifos de Konkan só foram descobertos por volta de 2015... seria interssante reavaliar todos os dados sob essa nova luz.

Outro ponto interessante nesse alinhamento entre Konkan e a cratera Lonar está no Nepal, aos pés da cordilheira do Himalaia.

Mais especificamente, na região ocidental do Nepal, chamado na Antiguidade de Reino de Gorkha.

Gurkha e gurkhali é o nome dados aos habitantes dessa região, e também é o nome da entidade que disparou a arma da destruição nunca vista.

Seria a interpretação de que Gurkha seria um ente semidivino um erro de tradução?

Será que no mito original a arma lançada por Gurkha na verdade queria dizer que ela veio da direção de Gorkha/Gurkha?

Porque essa é exatamente a direção esperada para meteoritos da rajada de 12900 a.C..
O reino de Gorkha era delimitado pelos rios Marshyangdi a oeste e Trishuli a leste, no atual Nepal.
Uma linha reta entre a cratera Lonar e os petroglifos de Konkan.

























O reino de Gorkha conhecido pelos historiadores foi fundado há cerca de 500 anos, e seus reis e história são bem conhecidos — mas qual a antiguidade do nome Gorkha? Ele pode ter origens muito mais antigas. 

O Paraná somente foi oficializado como província (futuramente estado) em 1853, mas os tupis já chamavam essa região por esse nome, sabe-se lá há quantos milhares de anos — isso não ficou registrado na História.

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