Este é o esboço de um estudo que espero completar. Caso não consiga, ele será (foi) publicado automaticamente sem minha intervenção porque já não ocupo mais espaço neste planeta.
Tentei apresentá-lo a cientistas, geólogos, sociedades geológicas e sociedades astronômicas. Não se interessaram porque não está de acordo com o que eles pensam que é a realidade do mundo.
Infelizmente, o que eles pensam não está em acordo com a realidade baseada em fatos que tento demonstrar neste estudo.
Mas agora não terão mais a oportunidade de debater ideias comigo. É uma pena. Azar deles.
Quanto a você, leitor, espero que tenha o mesmo prazer da descoberta que eu tive ao encontrar esses fatos em imagens de satélite no Google Earth, confrontar com os dados científicos encontrados na internet e juntar as peças de um quebra-cabeças do tamanho do mundo. Bom divertimento!
Hadeano
4,5 Ga Colisão tangencial de Gaia e
Theia Impacto confirmado Magnitude: Z Diâmetro da cratera central (CC): 12.000 km?
LIP/anomalias: Continentes terrestres e Lua
Hipótese: Impacto
da criação da Lua causou a distribuição irregular da crosta terrestre. O
reaquecimento do manto deu origem à tectônica de placas, algo inexistente nos
demais planetas rochosos do sistema solar. O impacto do planeta anão Theia
gerou energia para a Terra manter seu manto semifluido por mais tempo do que
Mercúrio, Vênus ou Marte. Como consequência, a Terra é o único planeta rochoso
com placas tectônicas ativas, fator fundamental para a manutenção e evolução da
vida em seus oceanos e superfície. Além de dar origem à Lua, o impacto causou
um desequilíbrio na distribuição da capa rochosa superficial de nosso planeta
que, somado à maior fluidez do manto, fez com que os continentes iniciassem um
movimento repetitivo de colisão e afastamento mútuo que se estabilizou há cerca
de 1,8 bilhão de anos. Teve início o período apelidado de Boring Billion
(“bilhão maçante”). Supercontinentes Columbia e Rodínia
Arqueano
4,0 – 2,5 Ga ? Zimbábue 2.100 km LIP:
Uplift/cráton Zimbabwe Região:
Zimbábue
Possível impacto a ser
investigado, faltam muitos dados.
Transição do
Arqueano-Proterozóico
(1)
2,67 Ga Tumucumaque? Impacto proposto Magnitude: 9 Diâmetro CC: 900 km Centro:
2°8’N 54°43’W
LIP/anomalias: Serra de Tumucumaque Região: Amapá (BR)
e Guiana
Conforme o estudo Geochronology
of the Archean Tumucumaque Complex, Amapá Terrane, Amazonian Craton, Brazil de
Setembro de 2018 publicado no Journal of South American Earth Sciences 88 por
Cristiano Borghetti, Ruy P. Philipp, Persio Mandetta e Itiana B. Hoffmann, a
idade estimada deste maciço é de 2,8 bilhões de anos, sendo registrado um
evento intrusivo anorogênico no Neoarqueano há 2,67 Ga. A cratera foi estimada
com diâmetro de 900 km e deduzida a partir da forma circular do planalto na
região.
2,40 Ga Suavjärvi Impacto confirmado Magnitude:
1 Diâmetro CC: 3 km Centro: 63°7′N 33°23′E Região: Rússia
Suavjärvi é a cratera de
impacto mais antiga oficialmente conhecida, precedendo Vredefort por 300 Ma.
Apresenta-se na forma de um lago com diâmetro de apenas 3 km.
(2)
2,40 Ga Suavjärvi B Impacto proposto Magnitude: 5 Diâmetro
CC: 270 km Centro: 63°2′N 3°03′E Região: Rússia e Finlândia
Uma anomalia circular com
270 km perfeitamente centrada no lago de Suavjärvi é perfeitamente visível.
Suavjärvi B é um ótimo exemplo de como a pesquisa geológica se focaliza no
ponto de descoberta das rochas sem ampliar o horizonte da busca por crateras de
grande tamanho. Como curiosidade, esta anomalia se encontra ao lado da proposta
cratera Ukko, possivelmente associada à extinção do Eoceno-Oligoceno, que
também não é reconhecida como tal, mas interpretada como depósito de rochas
transportadas por geleiras.
Hipótese: Os
eventos de impacto foram muito mais comuns do que o percebido até agora,
contribuindo enormemente para o processo de formação da crosta terrestre, razão
pela qual não são percebidos; são elementos que não destoam da paisagem e,
mesmo quando destoam, são atribuídos a processos naturais de progressão lenta.
Paleoproterozóico
(3)
1,99 Ga Transvaal Impacto proposto Magnitude: 9 Diâmetro CC: 900 km Região:
África do Sul
LIP/anomalias: Minérios metálicos da província do
Transvaal na África do Sul
Impacto ocorrido 30 milhões
de anos antes de Vredefort. A cratera de impacto de atípico formato oblongo
poderia ser explicada pelo impacto simultâneo de dois ou talvez três
asteroides, criando as crateras Plannensberg a Oeste, Atok a Leste e
possivelmente Limpopo a Nordeste, cujo derrame de magma se uniu formando a
cratera Transvaal.
2,02 Ga Vredefort Impacto confirmado Magnitude: 5 Diâmetro CC: 300 km Região:
África do Sul
LIP/anomalias: Minérios metálicos da África do Sul
Vredefort era a maior
cratera de impacto conhecida até esta data. Impacto ocorrido 30 milhões de anos
após a erupção do Transvaal.
(4)
1,8 Ga Jötunheimr
e Greyslandia Impacto proposto Magnitude: 11 Diâmetro CC: 1.500 km Centro: 67°53’N 76°22′W
Diâmetro AS: Complexo LIP/anomalias:
Plutonismo do Escudo Canadense, diques intrusivos Mackenzie
Região: Arquipélago Ártico e Groenlândia
Jötunheimr: reino dos gigantes de gelo na mitologia
nórdica
Greyslandia: nome criado em oposição a Groenlandia,
Greenland (terra verde) para distinguir a cratera em si da ilha que conhecemos.
Este impacto durante o
período Paleoproterozóico formou a bacia central da Groenlândia, a qual
posteriormente derivou para longe do continente. Em seu lugar, o hotspot
permaneceu extremamente ativo e formou uma região anelar. Neste trabalho, a
cratera afastada do continente será referida como Greyslandia, enquanto a nova
formação geológica no local do impacto e hotstpot será referida como cratera Jötunheimr.
Este evento permite explicar a aglutinação dos vários crátons que hoje integram
o Escudo Canadense por cinturões de basalto durante o Paleoproterozóico. Os
diques intrusivos Mackenzie mostram um padrão concêntrico centrado na cratera
do impacto de Jötunheimr/Greyslandia. A teoria de impacto originando diques
concêntricos apresenta uma explicação melhor do que a atual, a qual propõe o
centro da elevação de uma pluma mantélica na região da Baía Darnley, ponto de
convergência a oeste (atual) dos diques. A pluma de Jötunheimr verdadeiramente se elevou no ponto
correspondente à Bacia de Foxe (coordenadas acima) e sua eclosão está
evidenciada pelo conjunto anelar de ilhas e continente ao redor da cratera. A
cratera Greysland está bastante deformada por causa da deriva e orogênese
posterior da Cordilheira Oriental da Groenlândia com o impacto de Thunderbird 2
(ocorrido na transição do Ordoviciano para o Siluriano). Sua formação por
impacto apresenta características comuns a outros eventos estudados: a região
de picos vulcânicos extintos da área central da Bacia da Groenlândia (picos
também vistos nos impactos de Sunda (Ilhas Spratly), Fiore (solo oceânico no Atlântico
associado ao impacto ocorrido no Brasil quando ainda integrado a
Gondwana/Rodínia) e Prometeu/Grécia). A cratera recém-formada de Greyslandia
derivou para longe do continente. No local do impacto o hotspot e sua pluma
continuaram ativos e se elevou o derrame de basalto de Jötunheimr que
atualmente constitui as ilhas de Nunavut e uplifts circundantes da Bacia de
Foxe.
Hipótese: A
ausência de rochas na região central desta bacia é característica de contração
do material por resfriamento como visto em massalotes de processos industriais
de fundição. O grande tamanho e evidência do material expelido neste impacto se
explicam pela maior fluidez do manto há 1,8 Ga, o que explica as condições
peculiares deste evento. O impacto de Jötunheimr foi o último evento geológico
marcante do período, que foi seguido pelo apelidado Boring Billion, sem
registro de grandes mudanças na história do planeta.
(5)
1,77 Ga? Fiore Magnitude: 10 Diâmetro CC: 1.100 km Centro:
14°12’S 46°44′W Diâmetro
AS: 3.000 km
LIP/anomalia: Serra Geral, Jalapão, minérios metálicos
de Brasil e África Região: Brasil
Nome é homenagem ao geólogo Ottaviano de Fiore, coordenador da publicação
História dos Três Reinos da Natureza, inspiração fundamental para esta
pesquisa. O impacto de Fiore na região central do Brasil aparentemente ocorreu
há mais de 2 bilhões de anos e desencadeou vulcanismo intenso: a formação do
Planalto Central (granitos estaníferos anorogênicos da subprovíncia Rio Paranã)
e Jalapão, um típico derrame passível de associação com impacto, é um dos
melhores exemplos de vulcanismo intraplaca impossível de ser explicado pela
teoria de rifte intracontinental causado por pluma mantélica espontânea (não
causada por impacto). A cratera formou uma anomalia circular de rochas
plutônicas com diâmetro de 1.000 km que se estende pelos estados de Goiás,
Tocantins, Bahia e Minas Gerais. Grandes minas de ferro e outros metais
importantes se localizam em círculos concêntricos no Brasil e na África a um
raio de 2.000 km. A grande Anomalia Magnética de Bangui, na África, está
diretamente associada a esta cratera como evidenciado pela análise de
paleomapas. A hipótese de origem extraterrestre para esta anomalia foi proposta
por Green em 1976 e Girdler em 1992. A presença de “carbonados” (agregados de
diamantes microcristalinos formados por impacto) é um indício de sua origem e
já havia sido proposta a existência de um grande impacto ainda por ser
descoberto na Bahia para explicar os granulitos, charnockitos, cinturões de
rochas verdes e basaltos metamorfoseados encontrados em Bangui (Patrick T.
Taylor). O hotspot originado por este impacto ainda continuava suficientemente
ativo após centenas de milhões de anos e formou a cadeia vulcânica de Camarões
(vulcão ativo de Santa Helena) durante a fragmentação do continente de
Gondwana. Diâmetro do AS avaliado com base na distribuição em arco concêntrico
evidenciado pelas minas de ferro de Simandou, Mayoko, Malanje, Bié, Huambo e
Huíla na África.
(6)
1,1 Ga Keweenawan
Magnitude: 17 Diâmetro CC:
1.800 km Diâmetro
AS: 7.500 km Centro: 42°30’N 87°W
LIP/anomalias: Iron Range e Falha Keweenawan Região: EUA e Canadá
Impacto formou a bacia dos
Grandes Lagos? O lago Michigan marca o local do impacto? A borda da cratera
formou a orogenia Penokeana. O anel secundário externo formou placas de Cocos e
Juan de Fuca?
Wikipedia: “A orogenia
paleoproterozóica Penokeana se desenvolveu em um embainhamento na margem sul do
Cráton Superior. Estende-se a leste de Minnesota até o orógeno Grenville perto
do Lago Huron e ao sul até a Planície Central em Wisconsin. É composto por dois
domínios separados pela Zona de Falha do Niágara: o domínio interno ao sul, os
Terranos Magmáticos de Wisconsin, consiste em rochas de arco toleíticas e
calcário-alcalinas do Paleoproterzóico e rochas plutônicas cálcio-alcalinas; o
domínio externo do norte consiste em uma bacia de foreland da margem
continental cobrindo um embasamento arqueano e inclui as rochas supracrustais
do Grupo Animikie e do Supergrupo da Cordilheira de Marquette. A colisão entre
os dois domínios em torno de 1,88-1,85 Ga resultou em impulsos e dobramentos
direcionados para o norte do domínio norte. Antes desse episódio, a área era
uma margem continental passiva ocupada por um mar raso, que criava grandes
depósitos sedimentares, incluindo as formações ferríferas bandadas de Iron
Range (Cordilheira do Ferro). A orogenia aconteceu em duas fases. Primeiro, um
arco de ilhas denominado terrano Pembine-Wausau colidiu com o antigo cráton
norte-americano junto com vulcões formados em sua bacia de arco posterior. A
segunda fase envolveu um microcontinente chamado terrane Marshfield, que hoje
faz parte de Wisconsin e Minnesota. O episódio durou cerca de 10 milhões de
anos. Centenas de milhões de anos depois, a Falha Keweenawan ocorreu na mesma
área criando a bacia que viria a se tornar o Lago Superior. Os vestígios dessa
orogenia podem ser vistos hoje como as cordilheiras de ferro de Minnesota e
Ontário, as terras altas do norte de Wisconsin e a península superior de Michigan.”
Appalachian Inliers:
“Imagens de elétrons retroespalhados de titanitos de gnaisse félsico e granito
biotita foliado revelam que muitos dos grãos contêm núcleos, mantos
intermediários e bordas. A microssonda eletrônica que atravessa os grãos
zoneados mostra variações regulares na composição. As idades de SHRIMP para
titanita do granito biotita foliado são 374 ± 8, 336 ± 8 e 301 ± 12 Ma. A idade
aproximada de 374 Ma sugere o crescimento da titanita durante um evento térmico
seguindo a orogenia Acadiana, ao passo que as idades de crescimento da titanita
do Paleozóico tardio podem ser devido a reações de substituição de fácies de
xisto verde associadas com metamorfismo e deformação Alleghaniana.”
Essas idades coincidem com
os impactos de Tonopah em 377-378 Ma e de Prometeu + eventual cratera americana
há 305 Ma.
1,1 Ga ? Arco
Nastapoka Impacto proposto Magnitude 6 Diâmetro CC: 480 km 56°41’N
80°33’W
LIP/anomalia: ? Região:
Canadá
Talvez coincidente com o
impacto de Keweenawan (satélite)? O
Arco Nastapoka é uma fração remanescente de cratera localizado na Baía de
Hudson. Sua formação por impacto foi proposta por Beals em 1968. As Ilhas
Belcher aparentam ser um uplift de rochas paleoproterozóicas, mas formações de
estromatólitos podem ter antiguidade de bilhões de anos. Se fosse um caso raro
de impacto duplo de um asteroide e seu satélite, poderia ter ocorrido
juntamente com Keweenawan, Thunderbird 1 ou Thunderbird 2. A análise apenas por
imagens de satélite não permite conclusões. Necessita pesquisa complementar que
permita atribuir sua idade.
Criogeniano
(7)
850 Ma Beríngia Impacto proposto Magnitude: 14 Diâmetro CC: 1.000 km Centro: 64°30’N 177°0’ W
Diâmetro AS: 3.000 km LIP/anomalias:
Arco vulcânico das Aleutas Região:
Alasca e Sibéria Oriental
O centro da cratera
Beríngia se localiza atualmente a aproximadamente a 64°35’N, 169°30’W. A
cratera central apresenta diâmetro de aproximadamente 1.500 km e seu anel
externo cerca de 3.000 km, marcando o perfil continental que encontramos no
Golfo do Alasca com centro naquele ponto. Em um momento posterior, depois que o
continente derivou para oeste, um segundo grande impacto causou reativação do
vulcanismo e delineou o perfil continental evidenciado pela Península do
Alasca/Ilhas Aleutas. Um fenômeno semelhante de formação de arcos contíguos
ocorreu no impacto de Sunda, veja abaixo. Uma metade do anel secundário
corresponde ao atual Arco Vulcânico das Aleutas ainda ativo devido à subducção
da Placa do Pacífico. Vizinha a esta cratera e muito semelhante a ela se
encontra a cratera Sakha associada ao impacto que pôs fim ao período Devoniano.
A outra metade do anel secundário da cratera Beríngia talvez possa ser
explicada pelas anomalias de Chukchi e Makarov, veja a hipótese para estes
itens datados aparentemente do período Cretáceo ou Eoceno. Idade estimada com
base no estudo “Proterozoic geochronological links between the Farewell,
Kilbuck, and Arctic Alaska terranes” mostrando que os terranos Farewell e
Kilbuck foram conectados por magmatismo félsico há cerca de 850 Ma.
Hipótese: A pequena relação 2:1 entre anel secundário e centro da cratera,
destoante da relação típica observada em impactos mais recentes de 3:1 ou
3,6:1, talvez possa ser explicada pela condição mais fluida do manto naquela
época.
De fato, cheguei à conclusão
de que este impacto não ocorreu. O arco das Aleutas e o arco das Kurilas
constituem verdadeiramente os remanescentes do anel secundário da cratera Rohe
(principal impacto da extinção do final do Cretáceo). Ela teria se fragmentado
de norte para sul como mostrado pelo percurso da cadeia Havaí-Imperador. O
motivo da fratura exótica provavelmente foi o “empurrão” recebido pela cratera
Wegener (arco do anel secundário com os arquipélagos do Japão (metade oeste até
a fissura da placa de Honshu) e Filipinas, acompanhado pela fração da cratera
central do Arco das Marianas.
723 Ma Afloramento
de Victoria Magnitude: 5 Diâmetro CC: 300 km LIP/anomalia: LIP Franklin Região:
Canadá
O afloramento de Victoria da
orogênese da LIP Franklin há 723 Ma pode ter sido reação antipodal a algum
impacto e deu origem a diques intrusivos nas ilhas de Ellesmere, Victoria,
Devon e Nunavut, além das ocorrências vulcânicas dos afloramentos basálticos de
Kikiktak, Pleasant Creek e Mount Harper no continente. A ilha Victoria
apresenta uma formação circular que poderia ser interpretada como um afloramento
vulcânico diretamente associado às intrusões de Franklin. O vulcanismo extremo
causado por este impacto teria dado início à glaciação do Criogeniano há 723 Ma
que resultou em uma capa de gelo global (Terra Bola de Neve). Uma glaciação
anormal requer uma causa extraordinária como um grande impacto causando grande
vulcanismo. Pesquisar evidências.
Criogeniano ou Transição do Criogeniano-Ediacarano
Extinção/Transição do
Ediacarano-Cambriano? Nível de extinção: 60% a 99%?
545 Ma? MAPCIS Massive Australian Pre-Cambrian
Cambrian Impact Structure Impacto confirmado
Magnitude: 7
Diâmetro CC: 600 km Diâmetro
AS: 2.000 km Centro:
25°33′S 131°23′E Região:
Austrália
A estrutura de impacto
MAPCIS foi proposta por pesquisadores australianos, apresenta diâmetro de 600
km ou 2.000 km e está claramente visível recobrindo parte significativa do
continente. Não é uma cratera, mas um uplift, algo que seria esperado de um
impacto antipodal. Segundo os autores, este impacto direto apresenta evidências
de impactitos e anomalia de irídio.
MAPCIS teria sido a causa da
primeira extinção de seres vivos complexos, causando o desaparecimento quase
completo das formas de vida ediacaranas e abrindo novos nichos a serem
explorados pelos sobreviventes, resultando posteriormente na Explosão Cambriana
(541 Ma). O próprio nível de extinção não está definido, pode se tratar de um
evento somente biológico, mas a transformação radical das formas de vida
ediacaranas parece apontar para um evento de impacto, pois ocorreu em uma
escala que não se repetiu na história do planeta.
“A hipótese de pulso de
turnover foi proposta por Vrba (1985a, p. 232) nos seguintes termos: A
especiação não ocorre a menos que forçada (iniciada) por mudanças no ambiente
físico. Da mesma forma, forçar pelo ambiente físico é necessário para produzir
extinções e a maioria dos eventos de migração. Assim, a maior parte do turnover
de linhagem na história da vida ocorreu em pulsos, quase (geologicamente)
síncronos em diversas filogenias e em sincronia com mudanças no ambiente
físico.”
Um evento de impacto com
magnitude 7 não poderia explicar esta extinção. Uma cratera com 600 km é
insuficiente para uma extinção em massa, seu tamanho é comparável ao impacto de
Shoemaker-Levy do período Toarciano, evento que resultou na extinção de apenas
10% da vida marinha. Uma estrutura de impacto com cratera central de 2.000 km
seria compatível com tamanho nível de extinção, caso motivada por fatores não
biológicos e se realmente ocorrida; entretanto, faltam evidências para um
impacto dessa magnitude como o arco vulcânico e derrame basáltico esperados
para tal ocorrência — isso leva a crer que MAPCIS apresente diâmetro CC de 600
e diâmetro AS de 2.000 km. Há que se considerar que MAPCIS impactou um cráton
sólido sem causar vulcanismo significativo. Há que se considerar que o impacto MAPCIS
ocorreu em solo continental firme, enquanto o impacto de Shoemaker-Levy ocorreu
no Atlântico Sul, talvez no ponto correspondente à fratura tríplice entre
América do Sul, África e Antártida. Este evento pode estar relacionado à
Glaciação de Baikonur, apesar da falta de indícios de vulcanismo intenso que
podem ser melhor atribuídos ao impacto proposto de Rukk.
Extinção/Transição do
Ediacarano-Cambriano? Nível de extinção: 60% a 99%?
(8)
545 Ma? Rukk Magnitude: 15 Diâmetro CC: 1.300 km Diâmetro
AS: 4.000 km Centro:
20°20′N 38°15′E
LIP/anomalia: Microcontinente da Ciméria Região: Irã e Afeganistão
Rukk, pássaro lendário do
folclore da região. A cratera Rukk seria uma cratera extremamente deformada, o
que denuncia sua antiguidade. Estaria associada ao grande arco vulcânico de
Paleotétis. O derrame/uplift da cratera central seria atualmente o maciço
montanhoso da Península Arábica e Sudeste do Egito e Nordeste do Sudão. Seu
anel externo teria constituído o microcontinente da Ciméria. A teoria de
impacto fornece uma solução para o enigma do surgimento dessa faixa estreita de
terrenos. Seu centro se encontraria no atual Mar Vermelho, onde uma fissura
continental pode estar repetindo o processo de fragmentação observado em outras
grandes crateras como Wegener, Alvarez e Rohe. O diâmetro da cratera central
foi estimado com base no contorno do uplift do maciço montanhoso distribuído
entre Arábia e África. O diâmetro do anel secundário foi estimado com base na
anomalia em forma de trecho de arco concêntrico melhor visualizada nas
coordenadas 16°30’N 59°50’E. Anomalias em forma de arco deformado atravessam a
Turquia e Irã e bordejam a cratera Prometeu. Esse anel secundário corresponde
aos limites propostos para o microcontinente da Ciméria, representado pelas
cordilheiras Alborz e Alpes Pônticos (Montes Parhar). Encontra-se no anel
secundário a província vulcânica que corta o deserto do Saara no sentido
Norte-Sul, incluindo as grandes províncias vulcânicas de Haruj na Líbia e as
montanhas Tibesti no Chade. Estas últimas se assentam sobre xistos
pré-cambrianos, apoiando a idade estimada para o impacto. A dimensão do anel
secundário é compatível com uma cratera central de 1.300 km, haja vista os
casos da cratera Wegener com diâmetro de 1.500 km e anel secundário com 4.600
km, e da cratera Sunda com diâmetro de 1.300 km e anel secundário com 4.400 km.
A magnitude do impacto também seria compatível com o nível da extinção do
Ediacarano-Cambriano, se realmente ocorrida, mesmo sem ajuda de MAPCIS.
? Sinian Em estudo Diâmetro CC: 500 km LIP/anomalia: Bacia Sinian
Requer pesquisa. Evento pode
ser anterior à extinção EC.
Cambriano (Botomiano)
(9)
513 Ma ? Mamaragan Em estudo 1.500
km Kalkarindji 16°S 126°E 41% Austrália
Kalkarindji é um derrame de basalto na região norte da Austrália.
Encontra-se em uma anomalia circular que precisa ser melhor estudada e cujo
anel secundário incluiria a ilha de Timor (veja o impacto proposto de
Crocodilo).
Cambriano ou Ordoviciano?
(10)
510 Ma ou 485 Ma? Williston Impacto proposto Magnitude: 10 Diâmetro CC: 1.200 km
LIP/anomalia: Cordilheira da costa leste americana Região: Canadá e EUA
A Bacia Williston é
concêntrica com a inexplicada Cordilheira Apalaches formada na costa leste
americana atribuída à abertura do mar de Iapetus. Essa cordilheira poderia ser
mais bem explicada como o anel secundário da cratera Williston. Diversos
eventos se somaram na orogênese dessa cordilheira e eles podem ser atribuídos
aos impactos posteriores sobre a placa Norte-Americana. Aquele continente
possui uma história de impactos extremamente rica como será mostrado ao longo
deste estudo. A bacia apresenta depósitos cambrianos, portanto pode ter sido
criada em uma das três grandes extinções associadas àquele período
(Ediacarano-Cambriano, Cambriano Médio e Final do Cambriano). No entanto, a
concentricidade com a Cordilheira Apalaches é bastante forte para associá-la à
extinção do Cambriano-Ordoviciano — a menos que se encontrem evidências de
outra cratera adjacente no Escudo Canadense. Considerando o tamanho avaliado
inicialmente, a cratera é particularmente compatível com a magnitude do evento
de extinção do Cambriano-Ordoviciano há 485 Ma. Novos estudos poderão
relacionar melhor os eventos.
Ordoviciano Médio Nível de extinção: 15%
467 Ma Evento
meteorítico Impactos confirmados Magnitude: 1 LIP/anomalia:
Meteoritos Região: Canadá e EUA
(11)
467 Ma ? Akimiski (ilha/uplift) Impacto proposto Magnitude: 4 Diâmetro
CC: 200 km 53°N 80°W Região: Canadá
(12)
467 Ma ? Akpatok
(ilha/uplift) Impacto proposto Magnitude: 4 Diâmetro CC: 230 km 59°44’N
67°27’W Região: Canadá
Durante o Ordoviciano há
467,5 ± 0,28 Ma caíram meteoritos condríticos em quantidade 100 vezes maior que
a média atual e ficaram incrustados nas camadas rochosas como fósseis. Quatro
impactos localizados na América parecem alinhados (meteoritos e/ou astroblemas
de Slate Island, Rock Elm, Decorah e Ames) enquanto dois outros impactos na
Europa (cratera Granby e Estrutura Hummeln) estão muito próximos. O estudo de
um possível alinhamento entre as ocorrências na América aponta para duas
anomalias geológicas de tamanho significativo passíveis de serem interpretadas
como crateras de impacto: Baía de James localizada contígua à Baía de Hudson, e
Baía de Ungava no litoral norte do Canadá. Estas duas anomalias estão
perfeitamente alinhadas com os impactos menores e apresentam características
típicas de cratera de impacto: forma circular e uplift central. Do norte para o
sul encontramos as propostas crateras Akimiski e Akpatok com as respectivas
ilhas/uplifts usadas para nomear as anomalias. A Ilha Akimiski pertence à
Formação Attawapiskat que contém somente fósseis silurianos. Não foram
encontrados registros geológicos anteriores ao Ordoviciano para a Ilha Akpatok.
Transição do
Ordoviciano-Siluriano Nível de
extinção: 13%
(13)
457 Ma Thunderbird
1 Impacto proposto Magnitude: 8 CC:
700 km Diâmetro AS: 1.700 km 44°20’N
84°56’W
LIP/anomalia: Grupo Vulcânico Deicke e Millbrig Região: EUA e Canadá
Pássaro-trovão da mitologia
dos nativos Norte-Americanos. Crateras encontradas na região foram numeradas
subsequentemente com o mesmo nome. Há 457,1 ± 1,0 Ma ocorreu um evento atípico,
a suposta erupção de um supervulcão que estendeu o depósito de cinzas do Grupo
Vulcânico Deicke e Millbrig por aproximadamente um terço da área continental
dos EUA. Mas o evento é considerado um mistério porque não existem vestígios
desse vulcão que estaria situado longe das bordas da placa tectônica americana.
A área do depósito aponta para a região dos atuais Grandes Lagos, e a geologia
da Península de Michigan apresenta formação circular atribuível a uma cratera
de impacto com diâmetro aproximado de 700 km. A magnitude deste impacto é
insuficiente para causar uma grande extinção. O diâmetro do anel secundário
(duvidoso) foi estimado grosseiramente com base na anomalia em forma de trecho
de arco concêntrico melhor visualizada nas coordenadas 44° 30’ N, 73° 18’ W.
(14)
453 Ma Thunderbird
2 Impacto proposto Magnitude: 10 CC
interna: 950 km CC borda: 2.000 km 59°50’N 85°46’W
AS1: 4.000 km AS2:
10.000 km LIP/anomalia:
Orogênese de Avalonia, Grupo Vulcânico Borrowdale Região: Canadá
Um impacto sobre escudo
maciço capaz de criar uma cratera deste porte pode ter sido muito mais
energético do que a média (o mesmo pode ter acontecido em Tarim). Thunderbird 2
seria uma cratera complexa com dois anéis secundários. A parte mais visível é o
centro da cratera com diâmetro aproximado de 950 km representado pela Baía de
Hudson. A borda da cratera central é constituída pelo afloramento de basalto
concêntrico que circunda a baía e integrou as placas antigas do Escudo
Canadense ao seu redor dentro do diâmetro de 2.000 km. O impacto sobre o escudo
maciço causou diques de basalto locais e em círculos concêntricos com diâmetros
escalonados que resultaram na orogênese de Avalonia. O primeiro anel secundário
resultou na orogênese de Avalonia na placa americana (Schuylerville, etc.)
enquanto o segundo anel secundário criou a fratura circular da crosta que deu
início à orogênese de Avalonia na placa europeia. Os derrames de lava dos anéis
secundários ocorreram de maneira progressiva justamente nas áreas de maior
riqueza de vida litorânea do período. Este impacto oferece uma explicação
lógica para o desencadeamento das erupções que destruíram progressivamente o
habitat dos mares rasos existentes. O gráfico das condições ecológicas dos
períodos Ordoviciano e Siluriano Evidencia este impacto exatamente no ponto de
origem das grandes províncias ígneas surgidas imediatamente antes da extinção.
Os paleomapas mostram a perfeita concentricidade das orogêneses na América e
futura Europa em relação a esta cratera. Diâmetro do AS avaliado com base em
anomalia circular concêntrica melhor visualizada nas coordenadas 50° N 73° W. O
vale do rio São Lourenço aparenta ser falha geológica em forma de arco a exemplos
dos possivelmente formados pelos anéis secundários das crateras Sakha (rio
Yenisei) e Alvarez (rio Amazonas).
Hipótese:
444 Ma Extinção do Ordoviciano-Siluriano Nível de extinção: 30%
Caracterizada por anóxia e
glaciação. A grande extinção do Ordoviciano-Siluriano é atribuída a uma série
de eventos vulcânicos de grande intensidade seguida por uma glaciação. O
impacto de Thunderbird 2 teria causado as orogêneses da Cordilheira Oriental da
Groenlândia, Península Escandinava, Polônia, Alemanha e Ilhas Britânicas, bem
como da costa leste da futura América do Norte. Essa região é chamada pelos
geólogos de microcontinente de Avalonia. No trecho americano de Avalonia, na
então Laurentia, encontramos os basaltos de Schuylerville e a península de
Avalon na Terra Nova, que deu nome à formação geológica. No lado europeu
encontramos o Grupo Vulcânico Borrowdale, e a província vulcânica de Lake
District nas Ilhas Britânicas. Na interpretação atual dos geólogos, eles teriam
se formado como restos de um arco vulcânico de ±450 Ma — na verdade, trata-se
do anel secundário de uma cratera complexa. A hipótese vigente de um
microcontinente propõe uma explicação complexa para a formação de duas regiões
similares em margens opostas do mar de Iapetus, bem como seu formato peculiar
que é típico de um anel secundário de uma cratera de impacto, uma explicação
mais simples e lógica para o surgimento repentino de LIPs ao redor do ponto
central do impacto de Thunderbird 2. O vulcanismo continuado de TB2, talvez
somado às consequências em longo prazo de TB1, resultou na grande Glaciação
Andeana-Sahareana que caracteriza esta extinção.
Extinções do Final do
Devoniano 1 Nível de
extinção: 23/*%
(15)
377 Ma Evento(s)
Kellwasser
Sakha Impacto
proposto Magnitude: 10 Diâmetro CC: 1.100 km Diâmetro AS: 4.000 km 63° 14’N 124° 48’E
LIP/anomalia: Viluy Região:
Rússia
Esta cratera está localizada
na região de Sakha na Sibéria Oriental, Rússia, no extremo nordeste do
continente asiático. Seu centro está localizado na região de Sakha, no leste da
Sibéria, no extremo nordeste do continente eurasiano, a cerca de 220 km de
Yakutsk, região das Armadilhas de Viluy. As coordenadas aproximadas do centro
da cratera são 63° N, 126° E. Com base nas imagens do satélite Landsat /
Copernicus do Google Earth, a uma altitude de 650 km, a oeste deste ponto, uma
anomalia de segmento de arco apresentando um raio de cerca de 500-550 km é
visível. Corresponde aos restos da cratera, presumivelmente a borda da cratera
fortemente erodida. Estendendo-se de Norte a Leste, este segmento de arco
apresenta diâmetro de cerca de 1.100 km e três quartos de seu perímetro estão
preservados, exceto a parte localizada a Nordeste, que é deformada pela
cordilheira Verkhoyansk em decorrência da colisão da placa Norte-Americana. Outro
segmento desse arco concêntrico de 1.100 km é visível a sudeste. Seus limites
estão localizados aproximadamente nas direções Leste e Sul e ele é representado
em parte pelo vale do rio Aldan. A Sudeste, outro segmento de arco concêntrico
é visível em um raio de 400 km a partir do centro. Seus limites estão
localizados aproximadamente nas direções Leste e Sul. Também com base nas
imagens de satélite do Google Earth, a uma altitude de 3.800 km, a Oeste deste
ponto, o grande anel secundário é representado pelo segmento de arco
concêntrico do vale do rio Yenisei na região de Krasnoyarsk. Ele tem um
diâmetro de aproximadamente 3.800 km e é visível a partir do limite do Lago
Baikal a cerca de 52° N até a latitude 69° 30' ao norte, onde o rio forma um
meandro, totalizando um arco de comprimento aproximado de 2.300 km. O diâmetro
de 4.000 km do anel secundário da cratera terrestre Sakha é compatível com o
diâmetro de 1.100 km de sua cratera central, apresentando uma proporção de 4:1
— proporção maior que a de grandes crateras terrestres encontrada em outros
impactos apresentados nesta pesquisa. Possivelmente existam evidências não
visíveis nas imagens analisadas que permitirão evidenciar um diâmetro
aproximado de 1.300 km para esta cratera, conforme a proporção 3:1. A
configuração de círculos concêntricos é semelhante à da cratera complexa Mare
Orientale na Lua, bem como suas proporções: a cratera lunar Mare Orientale
apresenta uma razão de 3:1 entre seu anel externo (diâmetro de 930 km) e a
cratera central (diâmetro de 294 km). O derrame basáltico central de forma
indefinida constitui a LIP Viluy, cujas primeiras erupções vulcânicas foram
datadas com boa precisão há 376,7 ± 3,4 milhões de anos atrás, coincidindo com
a Extinção do Final do Devoniano. Esta província ígnea está localizada
aproximadamente no centro da cratera proposta, o que nos leva a acreditar em um
episódio de vulcanismo extremo causado pelo impacto. O tamanho e a magnitude do
impacto de Sakha são compatíveis e suficientes para causar as erupções de
Viluy. A extinção do Devoniano Tardio pode ser atribuída à soma desses eventos.
Segundo os paleomapas de Cristopher Scotese, na época das primeiras erupções de
Viluy a placa tectônica siberiana estava isolada de outros continentes em uma
região que atualmente corresponde ao Atlântico Norte. O impacto da cratera
Sakha teria ocorrido na latitude aproximada de 70° norte há 376,7 ± 3,4 Ma,
data mais antiga das erupções de Viluy, e possivelmente originou o
microcontinente Jan Mayen. Esse fenômeno pode ter tido influência na dinâmica
do impacto eocênico de Muspell, abordado em tópico específico. A reativação do
vulcanismo em Sakha por volta de 364,4 ± 3,4 Ma ou 363,2 ± 2,0 Ma atrás (evento
Hangenberg) pode ter sido causada pelo impacto de Navajo devido a sua posição
quase antipodal.
(16)
377-378 Ma Tonopah Magnitude: ? Impacto coincidente na região Diâmetro
CC: 1.300 km ? Diâmetro AS:
4.600 km
40°N, 116°W LIP/anomalia:
Planalto de Tonopah Região: Nevada /
EUA
O planalto de Tonopah é uma
anomalia geológica associada ao evento do Impacto do Bólido de Alamo em
Pahranagat Valley, ocorrido há 377-378 Ma, para o qual não foi encontrada
cratera. A orogênese de Antler causando o uplift de Tonopah ocorreu no período
Devoniano. Nossa teoria é de que toda a anomalia geológica do planalto de
Tonopah constitui o derrame de uma cratera. Possível causa da Orogênese
Gorda-Califórnia-Nevada. Sua aparência remete a outras duas anomalias
associadas a áreas de impacto, a Escarpa Sigsbee do impacto de Alvarez, e a
Formação Coahuila do impacto de Tlaloc. A ausência de uma anomalia
gravitacional correspondente a Tonopah talvez se explique por ser constituída
de carbonato, uma rocha leve. A Escarpa Sigsbee também não apresenta um
registro gravimétrico notável. Um asteroide condrítico não teria deixado
evidências esperadas de um impacto de asteroide metálico como Chicxulub ou
Falklands. Há uma anomalia de formato oval centrada aproximadamente no uplift
da proposta cratera de Tonopah que poderia constituir seu anel externo,
deformado pela orogênese da Cordilheira do Pacífico; entretanto, os indícios
parecem muito recentes para um impacto devoniano. Requer mais pesquisa. Diâmetro
do AS estimado com base na falha geológica da calha do rio Mississipi e falha
tectônica de New Madrid, Missouri. Calhas de rios podem se formar em bordas de
crateras, como em Sakha (rio Yenisei), Alvarez (rio Amazonas) Thunderbird 2
(rio São Lourenço).
Siljan Ring Impacto
confirmado Magnitude: 3 Diâmetro CC: 52 km Região: Suécia
Kaluga Impacto
confirmado Magnitude: 2 Diâmetro CC: 15 km Região: Rússia
Possível caso de impactos
múltiplos: as crateras confirmadas de Siljan Ring e Kaluga têm datação
coincidente e possivelmente fazem parte de uma rajada conforme os paleomapas.
Também há breccias a algumas centenas de quilômetros destes dois impactos na
região de Kloptsy, o que pode indicar potencialmente a existência de outra
cratera maior do que as duas reconhecidas até o momento.
Extinções do Final do
Devoniano 2 Nível de
extinção: 21/*%
(17)
359 Ma Evento Hangenberg Navajo Impacto
proposto Magnitude: 5 Diâmetro CC1: 320 km CC2: 750 km
A cratera Navajo é uma
estrutura circular concêntrica às escarpas de Mogollon Rim na região de Navajo
Country. Os depósitos sedimentares encontrados na região são todos carboníferos
e permianos. Esta anomalia somente não foi reconhecida como cratera porque os
geólogos consideram Chicxulub um enorme impacto e ainda não dispunham de casos
de crateras terrestres de grande escala, onde o comportamento do manto semifluido
influi grandemente no resultado, ao contrário da Lua e outros planetas. A
coincidência deste impacto com a reativação do vulcanismo em Sakha precisa ser
estudada. Apesar de sua posição quase antipodal, seu tamanho parece
insuficiente para tal efeito.
Hipótese:
Periodicidade e trajetórias
comuns
O(s) evento(s) Kellwasser
pode(m) ser um caso de impactos múltiplos: as crateras confirmadas de Siljan
Ring e Kaluga têm datação coincidente e possivelmente fazem parte de uma rajada
conforme os paleomapas. O alinhamento das crateras Sakha e Tonopah apresenta a
mesma direção observada para os impactos de TB3 e TB4. Essa é a mesma direção
do impacto de TB1 evidenciada pela distribuição do campo de cinzas vulcânicas.
A mesma direção aparece nos impactos aparentemente múltiplos do Evento
Meteorítico Ordoviciano e da extinção do Eoceno-Oligoceno. Também coincide com
a trajetória apontada para o impactador de Chicxulub. Essa similaridade talvez
indique uma órbita comum para esses asteroides, eventualmente todos poderiam
ter origem em um grande corpo orbitando nosso Sol. Nesse caso a periodicidade
de aproximadamente 26 milhões de anos para eventos de impacto, apontada por
Sepkoski, indicaria uma coincidência da posição da Terra com o caudal principal
de fragmentos. Mesmo que essa trajetória intercepte a órbita de nosso planeta
com maior frequência, o núcleo do caudal com maior concentração de fragmentos
somente apresentaria chance de impactar nosso planeta em um número mínimo
múltiplo comum de órbitas, um caso de ressonância orbital. O grande intervalo
de tempo entre os eventos levanta a hipótese de que esse objeto desagregado
seria originário de outro sistema solar próximo ao nosso e teria se desgarrado
em tempos geológicos relativamente recentes. A distribuição anormal de eventos
de impacto nas proximidades dos polos terrestres, notadamente o polo Sul,
apresenta semelhança com as órbitas dos objetos anômalos do grupo Centauros,
com plano orbital praticamente perpendicular ao do nosso sistema. Os Centauros
apresentam características tanto de asteroides de grande tamanho quanto de
cometas, gerando dúvidas dos pelos astrônomos sobre sua classificação. Objetos
provenientes de fora de nosso sistema solar como os casos recentes dos cometas
1/’Oumuamua e 2/Borisov também apresentam trajetória em ângulo discordante do
nosso plano orbital. Estudos recentes da parte de Avi Loeb, Frank B. Baird Jr.,
and Amir Siraj (fevereiro de 2021) apontam a origem cometária do impactador de
Chicxulub.
Extinções do Carbonífero
Inferior
340 Ma? Bohemia Impacto confirmado Magnitude: 5 Nível de extinção: 17/*% Diâmetro
CC: 260 km
Região: República Checa
Há 400 anos, no seu livro
Siderus Nuncius, Galileu Galilei comparou as crateras da Lua com esta anomalia
circular encravada na Europa. Suevite e moldavite são minerais formados por
impacto encontrados na região. Há controvérsia sobre a idade da cratera com
alguns pesquisadores propondo sua origem há 2 bilhões de anos, provavelmente influenciados
pela tese de que grandes crateras não podem ter ocorrido depois do Bombardeio
Intenso Tardio. No entanto, a cratera é visivelmente recente (poucas centenas
de milhões de anos).
(18)
330 Ma ? Thunderbird 3 Impacto proposto Magnitude: 5 Diâmetro
CC: 300 km 47°N 63°W Região:
Canadá
(19) Thunderbird
4 Impacto proposto Magnitude: 5 Diâmetro CC: 230 km 42°40’N
69°20’W Região: EUA
LIP/anomalia:
Montes Atlas? (África) Nível de
extinção: 22/*%
O(s) impacto(s) há 330 Ma
teria(m) sido causador(es) de um nível de extinção da vida marinha pouco menor
que a do Evento Hangenberg. Há evidências de uma possível rajada ainda não
amparada por evidências geológicas. A anomalia geológica apontada como a
cratera Thunderbird 3 corresponde à reentrância semicircular ao sul da Baía de
São Lourenço delimitada pelo Estreito de Northumberland, que juntamente com a
Ilha Príncipe Eduardo apresenta circularidade notável. Esta ilha apresenta
características de uplift central similar às crateras propostas Akimiski e Akpatok.
As rochas mais antigas de TB3 são carboníferas, indício usado para esta
estimativa da datação. A datação destas duas possíveis crateras é incerta.
Devido ao pequeno diâmetro, estes impactos não precisariam necessariamente
estar associados a um evento de extinção significativo. A suspeita de impacto
para Thunderbird 4 decorre não só do formato grosseiramente semicircular da
Baía de Boston, mas principalmente pelo seu aparente alinhamento com TB3 em uma
trajetória nordeste-sudoeste comum a outros eventos, a qual parece indicar uma
órbita preferencial para estes impactadores.
(20)
320 Ma ? Thunderbird 5 Impacto proposto Magnitude: 7 Diâmetro
CC: 700 km ?
As evidências para
Thunderbird 5 são as cidades com leito rochoso datado dessa época no sul dos
EUA: Texarkana, Mexia, Brownwood, Graham e Little Rock num diâmetro aproximado de
700 km. Faltam dados e uma cratera evidente. Também há os impactos alinhados no
meio oeste americano ocorrendo em idade próxima, pesquisar.
Hipótese:
Possibilidade de rajada durante
o Carbonífero Inferior
De acordo com os paleomapas,
os eventos de Thunderbird 3, 4 e 5 parecem perfeitamente alinhados com a
cratera Bohemia, sugerindo uma simultaneidade dos impactos. Essa hipótese
precisa ser investigada, não seria o único caso de impactos múltiplos
simultâneos. Eventos similares parecem ter ocorrido nas extinções do Final do
Devoniano (Evento Kellwasser), Cretáceo-Paleogeno e Eoceno-Oligoceno.
Extinções do Carbonífero
Médio
(21)
300 Ma Prometeu
Impacto proposto Magnitude: 8 Nível de extinção: 20% Diâmetro CC: 900
km 38°34’N, 25°15’E
Diâmetro AS: 3.000 km LIP/anomalia:
LIP Skagerrak, hotspot do mar Mediterrâneo ao sul da Itália, anomalia magnética
de Kursk
Região: Grécia e Turquia
Titã da
mitologia grega que criou a humanidade e lhes entregou o fogo e o conhecimento.
Prometeu é claramente uma cratera central com seu relevo característico. Como
visto em outros impactos, anéis secundários tendem a formar faixas de terreno
estreitas que podem se manifestar como penínsulas, como nos casos de Rukk
(Ciméria), Wegener (Zelândia, arquipélagos das Filipinas e parcial do Japão) e Tlaloc (Baja California). Corresponde aproximadamente
ao colapso das florestas tropicais do Carbonífero. A datação de 300 Ma é
compatível com o registro de eventos magmáticos intrusivos no arquipélago Egeu datados
de 298 ± 7 Ma. Recentemente foram encontradas raras ocorrências de rochas mais
antigas com datação coincidente com a erupção da LIP Franklin, ocorrida no
Neoproterozóico. Podem ser remanescentes de eventos relacionados àquele outro
evento. A cratera central de Prometeu, pelo seu tamanho, deveria ter gerado um anel
secundário do tamanho da Europa, mas o nível de extinção não corresponde ao
esperado para um evento desta magnitude. Este fato precisa ser estudado, as
extinções do Carbonífero são difíceis de explicar. O proposto isolamento
insular da fauna e flora talvez pudesse ser explicado por um impacto antipodal
causando a fratura do supercontinente, e as evidências físicas deste impacto
teriam sido subduzidas junto com a Placa do Pacífico que apresenta idade máxima
próxima a 300 milhões de anos. Entretanto, tal impacto acarretaria vulcanismo
intenso no hemisfério habitável, e não há evidências. Diâmetro da CC avaliado
com base na plataforma continental e diâmetro de AS avaliado com base em
anomalia de trecho de arco melhor visualizada nas coordenadas 50° N, 30° E.
(22)
291 Ma ± 4 Ma Tarim Impacto proposto Magnitude: 8 Nível
de extinção: 28/*% CC: 750 km 34°30’N, 86°E
Diâmetro AS: Incerto CC
deformada: 950 x 450 km 39°N 83°E LIP/anomalia: Bacia Tarim, terras
raras aluviais na Ásia
Região: China (Tibete)
Um impacto sobre escudo
maciço capaz de criar uma cratera deste porte pode ter sido muito mais
energético do que a média (o mesmo pode ter acontecido em Thunderbird 2. A
província ígnea de Tarim é um derrame de basalto picrítico repentino com área
de 300.000 km2, rico em nióbio e tântalo, datado 291 ± 4 Ma (Carbonífero) e 272
± 2 Ma (reativação no Capitaniano). O impacto de Tarim é evidenciado não apenas
pela anomalia geológica elipsoidal visível na Ásia, mas principalmente pelo
círculo de lagos cársticos do Planalto do Tibete que indica o local do impacto.
A borda da cratera posteriormente foi deslocada e deformada em consequência da
orogênese do Himalaia. O impacto de Tarim pode explicar a anomalia da
distribuição de terras raras no planeta com 95% das ocorrências naquela região.
Nova evidência para o impacto é a presença de fósseis de uma floresta de Noeggerathiales datados de 300 Ma, a “Pompeia
das plantas pré-históricas” na região de Wuda (Ud) na Mongólia Interior, a
1.900 km do centro do impacto. As plantas da Wuda Tuff Flora foram recobertas
por cinzas há 295,9 ± 1,4 Ma. A suspeita da existência de um arco magmático a
oeste do Cráton do Norte da China durante o início do Permiano corresponderia
ao evento de impacto de Tarim. Conforme pesquisado, os depósitos sedimentares
na Bacia Tarim são todos triássicos. A datação é imprecisa, mas atribuo ao
final do Capitaniano devido à magnitude da extinção e ao fato de que a
ocorrência aluvial de terras raras não é compatível com depósitos arqueanos. A
explicação tradicional para a anomalia geológica de Tarim afirma que se trata
de um microcontinente agregado à Placa Asiática com base em rochas arqueanas
existentes abaixo dos depósitos sedimentares triássicos. Esta hipótese de
impacto propõe que as rochas arqueanas encontradas são parte do substrato
maciço do local do impacto; se tivesse ocorrido em região de mar raso ou placa
de pequena espessura, teria havido um derrame de basalto significativo. Além
disso, a teoria de microcontinente agregado não explica a formação
perfeitamente circular dos lagos cársticos cujo perímetro corresponde
exatamente à extensão da borda da bacia oval de Tarim. Lagos cársticos são
associados a impactos; o exemplo mais conhecido é Chicxulub com seu arco de
cenotes na península do Yucatán demarcando a borda da cratera. Encontramos
outro exemplo de lagos cársticos formados por impacto ao redor da cratera
Wilkes Land. O arco se formou na atual Planície de Nullarbor no sul da
Austrália quando o continente australiano e a Antártida ainda integravam
Gondwana.
Extinção do Capitaniano Nível de extinção: 36/*%
(23)
265 Ma Sunda Impacto proposto Magnitude: 15 Diâmetro CC: 1.300 km Centro:
9°38’N, 115°0′E
Diâmetro AS: 4.400 km LIP/anomalia: Emeishan/Arquipélago
da Indonésia Região: Sudeste Asiático
O impacto de Sunda
coincidiria com o período de extinção entre o Capitaniano e o final do
Permiano. O evento desencadeou intensa atividade vulcânica no impacto anterior
de Sunda, contribuindo para sua deformação elevada. O ponto de impacto de Sunda,
aparentemente no hotspot extinto das ilhas Spratly, teria gerado o Arco
Vulcânico da Indonésia bem como o arquipélago característico da região. Formou a
Placa de Sunda. A extremidade sul da península Malaia juntamente com a costa
nordeste da ilha de Bornéu, com geologia diferenciada, integraram a cratera
central (CC) de Sunda com diâmetro de 1.500 km, sendo o Arco Vulcânico da
Indonésia seu anel secundário (AS) com diâmetro de 4.700 km. A extinção do
Capitaniano foi reconhecida recentemente como uma grande extinção. O evento de
vulcanismo associado da LIP de Emeishan na Malásia é pequeno em comparação com
erupções maiores que não causaram o mesmo nível de extinção. Nossa proposta é
de que a LIP Emeishan é o derrame causado pela cratera Sunda que recobriria a
península do Sudeste Asiático. Há uma cordilheira vulcânica formada a partir da
proximidade do local do impacto e o ponto de repouso da cratera, conforme
estabelecido pela teoria de impacto desta pesquisa. Remanescentes da borda da
cratera central são nítidos na forma da cordilheira que percorre Laos e Vietnã.
O trecho ocidental da borda da cratera correspondente ao diâmetro de 1.300 km
da cratera está visível no trecho da cordilheira Indobirmanesa no litoral do
Golfo de Bengala. Eventos de reativação do vulcanismo ficaram preservados na
anomalia geológica das Ilhas Andaman. Evidências do anel secundário no lado
oriental foram deformadas pela colisão contra o arco secundário da cratera
Wegener, a qual derivou de seu local de impacto original na Antártida junto com
a Placa do Pacífico.
Hipótese:
Xistos se formam sob grande
pressão e temperatura, turbiditos são atribuídos a desmoronamentos submarinos.
Pela ótica da teoria de impacto, ambos podem ser atribuídos a uma única causa.
E turbiditos nada mais seriam do que breccias originadas por impacto.
Extinção do Final do
Permiano
255 Ma ? ???? Apenas Bedout é
insuficiente para o nível de extinção atingido.
255 Ma ? Bedout Magnitude: 5 Impacto confirmado 250 km LIP/anomalia: Minas
de ferro da Austrália Ocidental Região:
Austrália
A cratera Bedout foi datada
com 250,1 ± 4,5 Ma. No entanto, essa data precisa ser analisada cuidadosamente
porque é grande o viés de se tentar associá-la à extinção permiana. A ideia
geral de que um impacto desse porte seria suficiente para causar aquela
extinção se baseia na falta de conhecimento de impactos maiores do que
Chicxulub, ao qual se atribui um efeito muito maior do que o real em uma
tentativa de conciliar aquele impacto com a magnitude da extinção cretácea.
Grande Extinção do
Permiano-Triássico Nível de
extinção: 52/96%
252 Ma Wilkes Land Impacto confirmado Magnitude: 6 Diâmetro
CC: 550 km Região: Antártida
O impacto de Wilkes Land possivelmente
foi causado por um asteroide satélite ao do impacto simultâneo de Wegener na
Antártida. O impacto de Wilkes Land sozinho é insuficiente para causar a pluma
mantélica antipodal que causou a ruptura da crosta na Sibéria. O nível de
extinção que marca o final do período Permiano somente pode ser explicado pela
somatória dos impactos de Wegener e Wilkes Land (se confirmada sua
simultaneidade), mais o derrame de basalto na Sibéria.
(24)
252 Ma Wegener
Impacto proposto Magnitude: 14 Diâmetro CC: 1.500 km Diâmetro
AS: 5.000 km
Hotspot (CC0): 80°S 125°W CC1: 17°32’N 140°37’E CC2:
15°50’S 172°50’E Região: Antártida
LIP/anomalias: CC0:
Terra de Marie Byrd (local do impacto) CC1:
Placa do Mar das Filipinas CC2:
Placa das Novas Hébridas
Derrame
de basalto da Sibéria (antipodal)
Homenagem ao pesquisador
Alfred Wegener e cuja pesquisa revolucionou a Geologia e foi fundamental para
este estudo e o entendimento de nosso planeta.
A extinção P-T foi a maior
já registrada (a menos que a Transição do Ediacarano-Cambriano seja confirmada
com a mesma origem) e sua causa foi o maior evento de impacto ocorrido após o
início da vida complexa. A cratera central apresenta diâmetro de 1.500 km e
causou um derrame significativo na região do impacto, que se somou ao derrame
antipodal na Sibéria. O impacto ocorreu na atual região da Terra de Marie Byrd,
Antártida Oriental. A região do impacto se caracteriza pelo vulcanismo intenso,
sendo até hoje a maior província ígnea ativa do planeta. A cratera se
fragmentou em duas metades, uma delas seguiu rumo norte e nordeste com a Placa
do Pacífico e atualmente forma a Placa Tectônica do Mar das Filipinas. A
cordilheira vulcânica submarina permite acompanhar sua trajetória. O impacto
perturbou o manto em boa parte do hemisfério sul trazendo magma rico em ferro
para mais próximo da superfície, o que originou a Anomalia Magnética do
Atlântico Sul concentrada ao redor do impacto e que se estende ao longo do
Oceano Pacífico de acordo com a trajetória da cordilheira vulcânica associada ao
evento. A outra metade da cratera permaneceu por mais tempo na região polar e
teve tempo suficiente para ser colonizada pela fauna e flora então existentes
no continente antártico. Posteriormente essa fração se destacou, seguiu rumo ao
norte e hoje constitui a Placa Tectônica das Novas Hébridas e está levemente
deformada devido à colisão com a Placa Australiana. As ilhas da Nova Zelândia
bem como o subcontinente submerso da Zelândia fazem parte do anel externo dessa
metade da cratera. O arquipélago das Filipinas, a ilha de Taiwan e metade do
arquipélago do Japão integram o anel externo da cratera com diâmetro de 4.600
km. O anel secundário de 4.600 km foi calculado com base no arco formado pelos
arquipélagos mencionados enquanto o diâmetro de 5.000 km toma por base o
contorno do continente antártico centrado em 87°30’S 140°E. Essa linha é a
fratura de Gondwana entre Antártida e Austrália. O evento vulcânico indosiniano
nas Filipinas apresenta datação exata correspondente à extinção: 251,0 ± 2,6
Ma. O anel secundário está visível na região polar na forma da Cordilheira
Transantártica, de formato circular e tamanho coincidente com o mencionado
acima localizado na Ásia. Devido à deriva da placa Antártica, a cordilheira
avançou sobre o derrame da cratera central e ambos deixaram de ser
concêntricos. Este processo de subducção pode ser o responsável pelo
aquecimento enigmático verificado no continente. A formação por impacto como
parte do anel secundário permite explicar a origem da fauna e flora exóticas
das ilhas da Nova Zelândia — são descendentes da vida desaparecida no
continente antártico. Esse grupo de ilhas nunca integrou a Placa Australiana.
Os esfenodontes (tuataras) se originaram no Triássico e se extinguiram no
Cretáceo, somente sobreviveram na NZ por falta de concorrência de outros
animais mais modernos, o que seria impossível se as ilhas algum dia tivessem
feito parte do continente australiano. A formação da Placa da Zelândia contígua
ao continente antártico permite explicar de maneira lógica a Glaciação
Antártica ocorrida a partir do Oligoceno há 34 Ma. O assunto é analisado com
maior detalhe no tópico específico.
Evento Pluvial do Carniano 230 Ma ? Nível de extinção: 12/*%
(25)
Hipótese de impacto direto: Wrangellia Impacto:
Litoral da América do Norte Magnitude: ? Diâmetro CC: 1.300 km
LIP/anomalia: Wrangellia Região: Canadá
e Alasca (EUA)
Wrangellia seria um caso de
cratera especial devido à dificuldade de ser reconhecida por causa do grande
volume de basalto expelido, somado à deformação imposta pela deriva da placa Norte-Americana
para oeste causando a orogênese da Cordilheira do Pacífico. Uma anomalia
circular aparece em paleomapas aproximadamente no período da orogênese de
Wrangellia. A ela é atribuída a causa do Evento Pluvial Carniano, um período de
chuvas intensas que se arrastou por milhões de anos. A erupção continuada de
Wrangellia em uma bacia de mar raso teria causado a liberação de um enorme
volume de vapor na atmosfera, dando origem ao evento. Veja pontos semelhantes
no impacto de Alvarez.
(26)
Hipótese de impacto antipodal: Crocodilo Impacto: Oceano Pacífico Magnitude:
8 Diâmetro
CC: 450 km
Diâmetro AS: 1.000 km (deformado) 5°30’S 129°E LIP/anomalia: Wrangellia (antipodal) Região: Mar de Banda
No mito da criação
timorense, o relevo escarpado de Timor teria surgido das costas de um crocodilo
primordial que se transformou na ilha. A proposta cratera Crocodilo corresponde
à anomalia geológica do Mar de Banda, de geologia triássica e interpretada como
uma cratera deformada pela deriva da Placa Australiana. Este impacto teria
causado a elevação de uma pluma antipodal resultando na orogênese de
Wrangellia. O tamanho da cratera Crocodilo está próximo do limite inferior para
causar uma ruptura antipodal da crosta conforme teorizado por Marinova, mas a
coincidência da pluma antipodal com a fronteira ocidental da placa de Laurentia
teria potencializado o derrame de basalto. Impactos próximos ou antipodais a
fraturas continentais se caracterizam pelo volume desproporcional de basalto
expelido, como visto nos impactos de Paraná-Etendeka, Muspell e Thunderbird 6.
Extinção do
Triássico-Jurássico Nível
de extinção: 29/*%
(27)
201 Ma Alvarez
Impacto proposto Magnitude: 10 Diâmetro CC: 1.200 km Diâmetro AS: 4.000 km
Impacto (hotspot): 16°N 23°W CC1: 14°N 64°40’W CC2:
26°42’N 92°25’W
LIP/anomalia: Província Magmática do Atlântico Central
(CAMP) Região: Golfo do México
(EUA), Caribe e Venezuela
Homenagem aos geólogos Luiz
e Walther Alvarez que propuseram como causa da extinção cretácea um impacto de
asteroide. O impacto de Alvarez
criou uma cratera de 1.200 km e deu origem ao Golfo do México. O derrame
magmático causou a Província Magmática do Atlântico Central. O hotspot
remanescente e local do impacto é a província vulcânica de Cabo Verde. A
cratera se fragmentou em duas metades da mesma forma que Wegener e seus
remanescentes visíveis são o Arco Vulcânico do Caribe e a Cordillera de la
Costa (Venezuela) na metade oriental. Na metade ocidental derivada para o norte
os indícios são visíveis na Formação Eagle Mills (EUA) e Escarpa Sigsbee, ambas
circulares e localizadas na região litorânea do Golfo do México. A Formação
Eagle Mills tem datação contemporânea com a extinção TJ e a formação salina de
Sigsbee tem datação jurássica, portanto posterior ao evento TJ. A cratera
Alvarez permite explicar o acúmulo anormal de sal da formação Sigsbee por esta
cratera/bacia isolada do oceano apresentar níveis de evaporação extremamente
elevados devido ao vulcanismo remanescente do impacto. Trata-se de um fenômeno
similar ao ocorrido na bacia de Wrangellia. O diâmetro do anel secundário foi
estimado considerando a calha do Rio Amazonas como falha geológica causada pelo
impacto, a exemplo dos vales em arco das crateras Sakha (rio Yenisei) e
Thunderbird 2 (rio São Lourenço). * Erupção de basalto de picritos em Curaçao e
também Havaí e Reunião/Rohe... investigar
Jurássico (Toarciano) Nível de extinção: 10/*%
(28)
183 Ma Shoemaker-Levy Impacto proposto Magnitude: 7 Diâmetro CC: 550 km Diâmetro
AS: 2.800 km 58°S 30°W
Impacto: 55°N 0°W LIP/anomalia:
Placa Nova Scotia, Ilhas Sandwich do Sul e Geórgia do Sul Região: Atlântico Sul
Homenagem ao casal de
geólogos Eugene e Caroline Shoemaker e ao astrônomo David H. Levy. À semelhança
das crateras Wegener e Alvarez, a cratera Shoemaker-Levy se encontra
fragmentada e deformada devido à expansão do solo oceânico no sentido
leste-oeste formando a placa tectônica de Nova Scotia. A cratera também se
deformou em menor grau no sentido norte-sul. O arco vulcânico está ativo. Os
arquipélagos da região se formaram durante o Jurássico. O nome homenageia
pesquisadores que dedicaram suas vidas à teoria de impactos. Eugene Shoemaker
defendeu a teoria da origem por impacto das crateras lunares em uma época que a
origem vulcânica era um pilar da Geologia. Ele se candidatou a uma vaga no
projeto Apolo para comprovar a origem por impacto das rochas lunares, mas
impedido por sua saúde, proporcionou treinamento geológico para astronautas que
foram à Lua. Aposentado da NASA, junto com sua esposa se dedicou à Astronomia
em busca de asteroides próximos à Terra. Aos dois somou-se o astrônomo amador
David Levy, e sua dedicação foi recompensada com a descoberta de inúmeros NEOs
e cometas, entre os quais aquele que se chocou com Júpiter em 1995, provando
que impactos de grande magnitude não são exclusividade do Intenso Bombardeio
Tardio, mas continuam ocorrendo.
Jurássico Médio Nível de extinção: 8/*%
168 Ma ? Falklands Impacto confirmado Magnitude:
5 Diâmetro CC: 250 km Diâmetro AS: 1.300 km
LIP/anomalia: Ilhas Falklands, Formação Chon Aike
(Maciço Deseado) Região:
Atlântico Sul
A cratera Falklands foi
descoberta pelo pesquisador argentino Maximiliano Rocca com base na anomalia
gravitacional encontrada contígua às Ilhas Falklands. As próprias Ilhas seriam
parte do derrame basáltico do impacto. As erupções mais antigas da província
ígnea de Chon Aike nas imediações parecem indicar uma datação possível para o
evento, já que o impacto certamente aconteceu após a ruptura de Gondwana.
Extinção do Final do
Jurássico Nível de
extinção: 13/*%
145 Ma Morokweng Impacto confirmado Diâmetro CC: 70 km ou 200 km Região:
África do Sul
Morokweng é um impacto
confirmado na África do Sul com cratera de diâmetro 70 km. Entretanto, com base
nas imagens de satélite, esse valor pode estar subestimado.
(29)
145 Ma Tlaloc Impacto
proposto Magnitude: 9 Diâmetro CC: 900 km Diâmetro AS: 3.000 km 31°25’N, 99°46’W
Região: EUA
e México
Deus das chuvas na mitologia
asteca, inclusive as chuvas de pedras e de fogo. Tlaloc é uma cratera proposta
com base no mapa gravimétrico dos EUA. Uma anomalia gravimétrica circular na
região do estado do Texas apresenta diâmetro de 480 km. Em um círculo
concêntrico com diâmetro de 900 km encontramos as localidades de Dallas,
Houston, San Antonio, Sonora, Terlingua e Glen Rose, todas com leito rochoso
datado com exatamente 145 milhões de anos. Centrado nessa cratera em um raio de
1.500 km encontramos o Eixo Vulcânico do México, também chamado de Eixo
Neovulcânico, Eixo Vulcânico Transversal, Cordilheira Neovulcânica ou Cintura
Vulcânica Transmexicana. Essa cadeia de vulcões é mais um dos fenômenos que o
modelo ortodoxo tem dificuldade de explicar: os vulcões não se alinham conforme
esperado para a subducção de uma placa oceânica pela deriva da Placa Norte-Americana.
Mas a teoria de impacto apresenta uma solução elegante para o problema ao
mostrar que o arco de vulcões mexicanos foi determinado pelo impacto desta
cratera associada à extinção do Final do Jurássico. A geologia da região é toda
do início do Cretáceo, inclusive o uplift da Formação Coahuila onde se localiza
a capital mexicana. O relevo da Formação Coahuila é extremamente parecido com o
da Formação Tonopah localizada a 2.000 km, ma a orogênese de Tonopah é devoniana.
Diâmetro do AS com base na Cintura Vulcânica Transmexicana. A geologia da
Península de Baja California na Sierra San Pedro Mártir indica rochas
plutônicas possivelmente do Cretáceo Superior, e os batólitos El Milagro,
Aguaje del Burro, La Zarza e San Telmo têm datação do Cretáceo Médio, em
contradição com a teoria de origem por dobramento da falha litorânea há apenas
15 milhões de anos — a formação plutônica dessa península e seus vulcões
estaria relacionada ao impacto de Tlaloc da mesma maneira que a Cintura
Vulcânica Mexicana.
Cretáceo (Valanginiano) Nível de
extinção: 8/*%
142,5 ± 0,8 Ma Gosses
Bluff Impacto
confirmado Magnitude: 2 Diâmetro CC: 22 km
(30)
138 Ma ? Paraná-Etendeka Impacto proposto Magnitude: 7 Diâmetro CC: 600 km Diâmetro
AS: 2.400 km
17°20’S, 16°W LIP/anomalia:
Paraná-Etendeka, anomalia magnética anelar Região:
Angola e Namíbia
A existência de uma cratera
de impacto associada à LIP Paraná-Etendeka é evidenciada pela anomalia
magnética anelar encontrada na divisa entre Angola e Namíbia exatamente ao
final da cordilheira submarina Walvis. Apesar da pequena magnitude do impacto,
sua proximidade com a fratura continental entre as placas da África e América
do Sul, caso tal impacto tenha ocorrido à mesma época, teria potencializado o
derrame de basalto, como visto no possível impacto antipodal a Crocodilo
(Wrangellia?) e nos impactos de Muspell e Thunderbird 6. Note que o tipo de
fissura continental entre África e América do Sul é diferente dos outros
exemplos. O ponto de impacto de Paraná-Etendeka é indicado pela Formação Rio
Grande no oceano Atlântico. O diâmetro do anel secundário foi estimado
considerando a anomalia geológica circular melhor visualizada nas coordenadas
23° S, 26° E.
Cretáceo Nível de extinção: 12/*%
(31)
125 Ma ? Hipótese La Muerte Impacto em estudo Magnitude: 6 Diâmetro
CC: 500 km (deformado com 700 x 120 km)
Diâmetro AS: 2.600 km 37°30’N
120°30′W LIP/anomalia: Orogênese
Sierra Nevada? Região: EUA
A possível cratera central
deformada pela deriva da placa Norte-Americana constituiria o atual Vale
Central da California, EUA. O diâmetro de 500 km foi calculado com base na
preservação do perímetro da anomalia, o qual corresponderia ao perímetro da
cratera da mesma maneira que foi validado para a cratera Tarim. O anel
secundário de La Muerte com diâmetro de 2.600 km constituiria o arco de vulcões
que inclui o Campo Vulcânico San Juan (este se encontra na borda de outra
anomalia, o Planalto do Colorado, o qual tem aparência de uplift de cratera —
ainda em estudo). Até o momento, o CV San Juan era interpretado como uma
inexplicável falha geológica intraplaca. A atividade vulcânica teria sido
reativada durante a extinção do Paleoceno-Eoceno provavelmente pela colisão e
subducção da Placa de Faralon (verificar). O indicativo da idade do impacto de
La Muerte seria o início da Sequência Great Valley há 125 Ma. Processos de
subducção de grandes crateras ocorrem a pequena profundidade devido à rigidez
da placa de basalto formada durante o impacto. Exemplos: cratera Wegener (placa
de Nazca/orogênese andina e altiplanos); cratera Alvarez (placa do
Caribe/comportamento bizarro do processo de subducção tentativamente explicado
pela teoria ortodoxa como reversão das placas).
125 Ma ? Hipótese Java Ontong Em estudo
(32)
95 Ma ? Hipótese La Tolita Em estudo
http://www.geo.cornell.edu/geology/GalapagosWWW/GalapagosGeology.html
“Como as cordilheiras Carnegie e Cocos desaparecem em zonas de subducção,é
incerta a idade da pluma do manto de Galápagos. Uma expedição oceanográfica de
1990, no entanto, localizou um monte submarino de 8 milhões de anos na
cordilheira Carnegie que certamente já foi uma ilha. Este vulcão, embora agora
1.500 m abaixo do nível do mar, tem paralelepípedos arredondados em um topo
plano, que fornecem evidências claras de erosão das ondas. Portanto, existem
ilhas nas Galápagos há pelo menos 8 milhões de anos. A pluma, entretanto, é
certamente ainda mais antiga. Muitos cientistas acreditam que a pluma do manto
de Galápagos é responsável pelas abundantes rochas vulcânicas de idade cretácea
que ocorrem no Caribe e na margem noroeste da América do Sul. Portanto, a pluma
do manto de Galápagos poderia ter até 90 milhões de anos e pode ter havido
ilhas nesta localidade por tanto tempo.”
Final do Cretáceo
70 Ma Kara Impacto confirmado CC: 65 km ou 120 km Magnitude:
3 ou 4 Região: Rússia
Cratera datada com 70,3 ±
2,2 milhões de anos e diâmetro original estimado em 120 km, este impacto não
provocou extinção significativa.
Extinções do
Cretáceo-Paleogeno
Evento preliminar? Nível
de extinção: 17/*%
66 Ma Chicxulub Magnitude: 5 Impacto confirmado CC:
200 km Região: México
Até esta data, Chicxulub é o
impacto ao qual se atribui a “extinção dos dinossauros” juntamente com o
derrame de lava do Decã. A pequena magnitude desse impacto de não é compatível
com o nível total da extinção cretácea, nem o derrame de lava do Decã difere
significativamente de outros eventos vulcânicos a ponto de explicar o fenômeno,
e mesmo a soma de ambos os eventos é pouco significativa para justificar a
extinção. Chicxulub parece se tratar de um evento preliminar à extinção final
conforme observado no gráfico de porcentagem da vida marinha afetada no evento.
Mesmo assim, seu pequeno tamanho é insuficiente para atingir o nível dessa
pré-extinção.
(33)
66 Ma Rohe Magnitude: 10 Impacto proposto Nível
de extinção: 31/75%
Diâmetro CC: +1.200 km Diâmetro
AS: Incerto 19°N 155° W
LIP/anomalia: Hotspot do Havaí, Cordilheira
Havaí-Imperador, Planalto do Decã (antipodal) Região:
Oceano Pacífico
Rohe, esposa de Maui,
semideus criador do Havaí e ilhas polinésias. Desfigurada por ele, se retirou
para o mundo inferior e passou a reinar sobre os mortos. Indícios de outros
impactos além de Chicxulub foram apontados por Hagstrum e geólogos mexicanos na
região do Pacífico. Estudos de Princeton concluíram que o impacto de Chicxulub
não se localiza no ponto antipodal geológico esperado para provocar o derrame
de lava do Decã e que o impacto teria de ter ocorrido milhares de quilômetros a
oeste no oceano Pacífico. O tamanho do impacto teria de ser superior a 1.000 km
para causar ruptura da crosta antipodal conforme preconizado por Marinova. A proposta
cratera Rohe atende a todos os requisitos. O impacto teria criado o hotspot do
Havaí e o derrame do Decã no hemisfério oposto. A trajetória da cratera
evidenciada pela cordilheira vulcânica Havaí-Imperador indica sua subducção
pela Fossa das Aleutas. A datação dos vulcões extintos daquela cordilheira
apontando idade de 72 milhões de anos para os montes mais próximos das Aleutas
é incompatível com esta teoria, já que não ocorreu nenhuma extinção
significativa pouco antes da cretácea e a cratera Rohe se encaixa de maneira
perfeita no modelo proposto. Existe uma possibilidade que deveria ser estudada:
talvez a cratera Rohe não tenha sido subduzida pela fossa das Aleutas... na
verdade, o arquipélago das Aleutas e o arco vulcânico de Kamchatka e ilhas
Kuriru (Kurilas), estendendo-se até a ilha de Hokaido no arquipélago do Japão,
talvez esses arquipélagos sejam o próprio anel secundário da cratera Rohe... o
processo de fratura poderia ter ocorrido durante o deslocamento para leste até
que a metade ocidental do anel atingisse a Ásia, revertendo a direção da deriva
para o norte até a metade oriental atingir a América. Nesse caso, o centro da
cratera se encontraria exatamente no ponto de encontro dos arcos... De fato, cheguei à conclusão de que o arco
das Aleutas e o arco das Kurilas constituem verdadeiramente os remanescentes do
anel secundário da cratera Rohe. Ela teria se fragmentado de norte para sul, se
abrindo na medida em que se deslocava para o norte. A fragmentação ocorreu na
linha do hotspot conforme mostrado pelo percurso da cadeia Havaí-Imperador. O
motivo da fratura exótica contraintuitiva provavelmente foi o “empurrão”
recebido pela cratera Wegener (arco do anel secundário com os arquipélagos do
Japão (metade oeste até a fissura da placa de Honshu) e Filipinas, acompanhado
pela fração da cratera central do Arco das Marianas. Se esta teoria estivar
correta, serão encontradas evidências de que a idade real das rochas mais
antigas desses dois arcos vulcânicos coincide com a extinção cretácea... A
média atual da velocidade da Placa do Pacífico é de 11 cm/ano. Não se pode
imaginar uma causa física possível para uma suposta mudança de velocidade da
Placa do Pacífico com a magnitude indicada pela datação do trecho Imperador da
cordilheira. Essa divergência precisa ser investigada, mas os indícios a favor
da hipótese da cratera Rohe são contundentes. O impacto de Rohe teria originado
a anomalia circular da fratura da África Oriental e Oceano Índico com diâmetro
de 4.000 km e que sofreu deformação pelos impactos posteriores de Shira há 2,5
milhões de anos e Nam Lolwe Ukerewe há 400 mil anos. Se esse diâmetro antipodal
corresponder ao anel secundário no local do impacto, a relação de 3:1 entre
diâmetro do anel secundário e diâmetro da cratera central implica em uma
cratera no Oceano Pacífico com diâmetro de cerca de 1.300 km. O magma do
hotspot do Havaí é rico em mercúrio, fator importante durante a extinção
cretácea. O derrame do Decã não contém nível significativo deste elemento.
* Erupção de basalto de
picritos em Havaí e Reunião e também Curaçao/Alvarez... investigar
(34)
66 Ma Idaho Magnitude: 8 Diâmetro
CC: 500 km Diâmetro AS: 3.000 km 45°N 114°30’W
LIP/anomalia: Maior parte do estado de Idaho Região:
EUA
A cratera de Idaho é
claramente visível no mapa gravimétrico dos EUA. A geologia da anomalia
circular do estado é composta de derrames terciários, portanto posteriores a
esta extinção. Uma cratera com diâmetro de 800 km é suficiente para causar um
nível de extinção significativo, e o único momento possível anterior ao
Paleogeno corresponde à idade de 66 milhões de anos. A magnitude do impacto de
Idaho somado ao de Chicxulub permite atingir o nível da extinção preliminar ao
impacto da cratera Rohe. Conforme o gráfico de extinções, o nível de
mortalidade da extinção preliminar atingiu 17%, um valor que Chicxulub sozinha
não poderia causar. O impacto de Rohe causou nível de mortalidade de 31% da
vida marinha. O diâmetro do anel secundário da cratera Idaho foi estimado
considerando a anomalia geológica circular melhor visualizada nas coordenadas
53° N, 98° W. Um primeiro anel secundário aparenta estar localizado a um raio
de 1.100 km (diâmetro de 2.200 km) referente à província vulcânica do
Alinhamento Jemez. O impacto da cratera Idaho parece estar associado a uma
rajada que varreu os continentes norte e Sul-Americano, veja o comentário
abaixo.
Problema:
Dentro da área da cratera Idaho encontramos outra cratera mais antiga. “A
cratera Beaverhead é uma estrutura de impacto que abrange os estados americanos
de Idaho e Montana. Estimada em 60 quilômetros de diâmetro, é uma das maiores
crateras de impacto da Terra. Com uma idade estimada de 600 milhões de anos
(...)”
Hipótese de impactos
simultâneos a Chicxulub
A possibilidade de uma rajada
única para os eventos de impacto da pré-extinção do Cretáceo não pode ser
descartada. A plotagem daqueles impactos em um paleomapa permite traçar uma
linha que passa em perfeito alinhamento pelos impactos de Idaho e Chicxulub e
pela cratera de Vichada (50 km) na Colômbia (descoberta pelo pesquisador
argentino Maximiliano Rocca e atribuída ao final do Cretáceo). O impacto de
Vichada é rico em nióbio, um metal relativamente comum em meteoritos. A
continuação dessa linha passa por anomalias geológicas no Brasil que requerem
investigação, como o uplift de Araxá (35),
com alto teor de nióbio e terras raras; o uplift de Poços de Caldas (36), com alto teor de urânio e terras
raras; e o Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais (37), onde o minério de ferro apresenta pureza incomum e aparece
associado a reservas de platina e paládio, metais raros na crosta terrestre,
porém comuns em objetos extraterrestres. A anomalia magnética do QF é similar
às encontradas nas crateras de Chicxulub e Falklands, e o grau de concentração
de seu minério poderia ser explicado pelo impacto de um asteroide rico em ferro
sobre aquela região rica em bauxita de Minas Gerais. O asteroide vaporizado
teria iniciado uma reação exotérmica com o óxido de alumínio (um processo de
termite natural), refinando o minério para o grau de pureza ali encontrado.
Outra mina com riqueza de minério de ferro de alta pureza similar ao QF se
encontra na outra extremidade desta linha: Iron County, Idaho, EUA. As minas de
Iron County e QF são extremamente parecidas e sua origem pode estar relacionada
a asteroides metálicos. Há outro indício importante para impacto naquela região
de MG: a cadeia vulcânica submarina de Trindade-Martim Vaz. Cadeias vulcânicas
se formam com a passagem da placa tectônica sobre um hotspot gerado por
impacto. A região do QF se encontrava durante a extinção cretácea onde hoje se
localiza o hotspot de Trindade-Martim Vaz e a cordilheira vulcânica segue em
linha reta pela distância correspondente à deriva da Placa Sul-Americana desde
então. Conforme deduzido a partir dos inúmeros exemplos desta pesquisa, somente
crateras com diâmetro superior a 250-300 km são capazes de gerar hotspots
detectáveis por suas cadeias vulcânicas. Existe uma anomalia circular com
diâmetro aproximado de 300 km centrada aproximadamente em Brumadinho, no
Quadrilátero Ferrífero. No entanto, os estudos geológicos feitos no local são
muito detalhados e nunca apontaram evidências de impacto. Mas a soma de
evidências apresentadas nesta pesquisa não encontra explicação no modelo
ortodoxo; tantos indícios e anomalias geológicas rigorosamente alinhadas serem
apenas mera coincidência parece ser algo bastante improvável.
Há dois vulcões intraplaca
muito próximos no estado norte-americano do Mississipi com data de erupção
coincidente há 65 milhões de anos: vulcões extintos Jackson e Midnight. Esses
dois eventos vulcânicos se encontram no interior de uma anomalia circular de
diâmetro aproximado de 400 km. Esta anomalia está aproximadamente alinhada com
a proposta rajada Idaho-Chicxulub-Vichada-Poços de Caldas-Araxá-Quadrilátero
Ferrífero. Na região é notável a
anomalia circular com diâmetro de 500 km do monte Navajo cuja intrusão teria
ocorrido durante o Cretáceo; esta possibilidade precisa ser melhor investigada.
Cretáceo-Paleogeno ou
Paleoceno-Eoceno (MTPE)
(38)
66 Ma ou 56 Ma Chukchi Impacto proposto Magnitude: ? Diâmetro CC: 550 x 230 km Diâmetro
AS: 2.000 km
76°26’ 160°0’W LIP/anomalia:
Bacia Chukchi Região:
Oceano Ártico
Esta anomalia geológica
talvez possa ser interpretada como uma cratera de impacto criada por um objeto
em trajetória rasante. O eixo maior de seu formato oval aponta diretamente na
direção do impacto de Muspell e dos diques concêntricos no Reino Unido. Menos
provável, a orientação do eixo maior também está aproximadamente na direção do
Havaí considerando a deriva continental no período, o que poderia indicar uma
rajada integrada com Rohe. Mais estudos são necessários. Os dados geológicos
apontam para uma origem entre 60 e 65 milhões de anos, o que o coloca como um
evento possível de estar associado tanto ao evento do MTPE quanto à extinção
cretácea. A hipótese do impacto de Chukchi pode ajudar a explicar a pluma
mantélica da Groenlândia há 60 milhões de anos. Diâmetro do AS avaliado com
base em anomalia circular concêntrica melhor visualizada nas coordenadas 68°N,
152°W. Mais estudos são necessários.
(39)
66 Ma ou 56 Ma Makarov
Impacto proposto Magnitude: ? Diâmetro CC: 500 km
LIP/anomalia: Bacia Makarov Região: Oceano Ártico
Esta anomalia é representada
pela Bacia Makarov margeada pelas cordilheiras submarinas Lomonosov e Alpha.
Estudo recente aponta a região como foco de diques radiais datados entre 135 e
75 milhões de anos, mas essas cordilheiras, assim como o Oceano Ártico, são de
datação mais recente. “Embora a idade e os mecanismos de abertura da Bacia de
Amerásia ainda sejam difíceis de estabelecer em detalhes, as lajes subduzidas
interpretadas que residem no manto inferior do Alto Ártico apontam para um ou
dois episódios de subducção que consumiram a crosta possivelmente do Jurássico
Superior-Cretáceo. A origem da principal atividade ígnea durante o Cretáceo no
Ártico central (a Cadeia Alfa-Mendeleyev) e na proximidade das margens raiadas
(a chamada Grande Província Ígnea do Alto Ártico - HALIP) ainda é debatida.”
Precisa ser investigada.
Paleoceno-Eoceno (MTPE) Nível de extinção: 4/*%
(40)
60 Ma ou 56 Ma Muspell Impacto proposto Magnitude: 7 Diâmetro CC: 500 km 65°N
19°W Diâmetro AS: 1.500 km
LIP/anomalia: LIP Atlântico Norte, Islândia Região: Islândia
Muspell: reino dos gigantes
de fogo guardado por Surtur e sua espada de fogo na mitologia nórdica.
O surgimento da ilha da
Islândia por um evento de impacto ocorrido coincidente com a Dorsal
Mesoatlântica permite explicar a inexistência de qualquer outra ilha ao longo
dessa fissura intercontinental. Também explica o evento repentino da LIP do
Atlântico Norte, a origem da pluma mantélica circular sob a Islândia e
Groenlândia. O afastamento das placas Americana e Eurasiática transformou o
derrame circular em uma forma oblonga no sentido leste-oeste. A presença de
esférulas de vidro (microtectitos e microkristitos) no norte da Europa e costa
leste da América, a anomalia de irídio na Eslovênia Ocidental (Dolenec et al.,
2000) a 2.800 km e Zumaya, Espanha (Schmitz et al., 1997) a 2.600 km do
impacto, a anomalia de osbornita (vanádio) na ilha de Skye, Escócia, a
distribuição anormal de vanádio na Europa, Oriente Médio e África (onde foi
encontrado na forma de poeira a 5.000 km de distância) são fortes indícios de
impacto extraterrestre para o qual ainda não se determinou uma origem.
Principalmente, o impacto de Muspell fornece uma explicação satisfatória para a
o evento do Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (MTPE ou PETM, na sigla em
inglês). Impactos sobre fissuras continentais potencializam o volume de magma
expelido, conforme visto no possível impacto antipodal a Crocodilo
(Wrangellia?) e nos impactos de Paraná-Etendeka e Thunderbird 6. A ocorrência
de diques intrusivos em forma de arco da Escócia, Irlanda, Gales e Inglaterra
concêntricos e centrados no impacto de Muspell conforme os paleomapas de
Christopher Scotese. O diâmetro do anel secundário foi estimado com base nos
diques intrusivos da região Norte do Reino Unido.
Extinção do Eoceno-Oligoceno Nível de extinção: 12%/*
34 Ma Popigai Impacto
confirmado Magnitude: 4 Diâmetro CC: 120 km Região: Rússia
(41) Ukko Impacto
proposto Magnitude: 5 Diâmetro CC: 300 km Região: Finlândia
Chesapeake
Bay Impacto confirmado Magnitude: 3 Diâmetro CC: 85 km Região:
EUA
Toms
Canyon Impacto
confirmado Magnitude: 2 Diâmetro CC: 23 km Região: EUA
(42) Tlaloc
2 Impacto
proposto Magnitude: 4? Diâmetro CC: 250 km Região Litoral do México
Esta extinção progressiva afetou
principalmente a fauna de mamíferos europeia, que foram substituídos por uma
fauna até então asiática, e pode estar relacionada a uma temporada de
bombardeio de asteroides metálicos e condríticos resultantes da desintegração
de um cometa. O turnover da fauna denota uma ocorrência localizada na Europa. A
cratera Popigai se localiza na Ásia, ao norte da Sibéria, e seu tamanho é
insuficiente para causar o nível de extinção atingido, muito menos afetar a
fauna europeia sem prejudicar a asiática. A hipótese em estudo acrescenta a
possível cratera Ukko (deus do céu e trovão na mitologia finlandesa,
relacionado a Thor na mitologia nórdica escandinava), localizada na Finlândia e
com diâmetro de 300 km. A ocorrência de um impacto relativamente pequeno na
Europa explicaria a extinção localizada. O baixo nível de extinção é compatível
com a magnitude de um impacto dessas proporções. Essa formação circular é vista
atualmente como apenas um depósito glacial, e não foi localizado mapa geológico
que ateste evidência de impacto. Entretanto, os impactos comprovados de
Popigai, Chesapeake Bay e Toms Canyon evidenciam uma sequência de impactos de
asteroides condríticos, isentos ou quase isentos de metais. Meteoritos desse
tipo são praticamente indistinguíveis de rochas comuns, e a formação circular
pode ter sido identificada como depósito glacial porque a hipótese de impacto
era impensável à época. A cratera Suavjärvi B, ao lado de Ukko, parece indicar
esse fato. A divergência entre as crateras de tamanho similar de Chicxulub e
Ukko pode ser explicada pela diferença de energia cinética entre um asteroide
metálico (impactador de Chicxulub) e um asteroide condrítico (Ukko). Considerar
a anomalia geológica de Ukko como evento de impacto oferece uma solução lógica
para a extinção da fauna europeia durante a transição do Eoceno-Oligoceno.
Hipótese:
Glaciação Antártica
A extinção do
Eoceno-Oligoceno coincide com um período de resfriamento do planeta que cobriu
de gelo um continente inteiro de maneira permanente, a Glaciação Antártica. Ao
contrário dos outros eventos de glaciações desencadeadas por vulcanismo intenso
originado por impacto, este fenômeno não se encaixa na sequência
impacto/vulcanismo/glaciação. Também não encontra explicação dentro do modelo
clássico, que atribui o congelamento da Antártida ao início da circulação de
águas polares ao seu redor, mas não explica o mecanismo pelo qual esse processo
teria acontecido somente em tempos recentes. Os ciclos de Milankovitch também
não explicam o caso único do congelamento da Antártida.
A peça-chave para
entendermos o que aconteceu está na extinção do Permiano-Triássico há 252 Ma:
uma de suas consequências tardias será esta glaciação. Explicando: o modelo
ortodoxo coloca as ilhas da Nova Zelândia se separando do continente australiano,
o que não permite oferecer uma explicação coerente para o congelamento
repentino de todo um continente já que, se elas tivessem se situado sempre
próximas da latitude em que Austrália e as ilhas neozelandesas se encontram
atualmente, o arquipélago nunca teria influído sobre o fluxo das águas polares
mais ao sul.
Mas a teoria de impacto
oferece uma explicação elegante, ao mesmo tempo em que valida seu modelo:
Vimos no evento de impacto
da extinção P-T que a Nova Zelândia foi criada como parte do anel secundário da
cratera Wegener. Ao permanecerem unidos à Antártida desde sua formação, por 200
milhões de anos o arquipélago e sua placa tectônica constituíram uma barreira
que impedia a circulação das águas frias ao redor do continente e constituíram
a Península Antártica Neozelandesa. Como se vê ao longo desta pesquisa,
impactos explicam o surgimento desse tipo de anomalia “peninsular” (na verdade,
o anel secundário da cratera) associada a impactos: Rukk/Ciméria, Tlaloc/Baja
California, Wegener/Zelândia e talvez Prometeu/Itália).
Mas ao se desconectar da
Antártida e derivar para o norte, a agora independente placa da Zelândia deixou
de bloquear o fluxo das águas geladas, transformando o até então verdejante
continente no bloco de gelo que conhecemos. A Glaciação Antártica é mais uma
glaciação decorrente de impacto, mas desta vez por meio de um mecanismo
totalmente diferente.
Mioceno Médio (OTMM)
(43)
22 Ma Thunderbird
6 Impacto proposto Magnitude: 5 CC: 300 km
LIP/anomalia: Planalto Columbia River 4/*% EUA
Vários autores levantaram a
suspeita de impacto para a origem do derrame de basalto do Rio Columbia e do
hotspot de Yellowstone. A origem repentina e volume anormal da erupção apontam
para uma pluma mantélica causada pela coincidência de um evento de impacto com
a borda de uma placa tectônica, potencializando os efeitos vulcânicos como
visto no impacto de Muspell e eventualmente a própria cratera (se confirmada)
Paraná-Etendeka. A passagem da placa tectônica Americana sobre o hotspot de
Yellowstone criou uma cadeia continental de caldeiras vulcânicas da mesma
maneira que outros eventos de impacto criaram cordilheiras vulcânicas
submarinas.
Final do Plioceno
2,5 Ma Eltanin
Impacto
confirmado Magnitude: 3 CC: 35 km Região:
Pacífico Sul Meh.
(44)
2,58 Ma? Shira Impacto proposto Magnitude: 6 CC: 400 km 3°20’S
36°03’E Diâmetro AS: 800
km
LIP/anomalias: Província vulcânica dos vulcões Shira,
Mawenzi, Kilimajaro e Kibo; vale dos lagos Tanganica, Kivu, Eduardo e Alberto
no AS
Região: Tanzânia e Quênia, África
Shira é o vulcão com a erupção mais antiga na região,
causada pelo evento de impacto. Este impacto
teria ocorrido quase coincidente com o Rift Valley, alterando seu contorno. A
área que já se encontrava em expansão devido ao impacto antipodal de Rohe há 66
Ma se alargou com grande rapidez na região do anel secundário, criando o
alinhamento característico de lagos cujo maior representante é o Tanganica. A
geologia da região apresenta anéis intrusivos cujas dimensões e localização não
foram encontradas para este estudo. A cratera central está bastante erodida e
também deformada devido ao impacto posterior de Nam Lolwe Ukerewe há 400 mil
anos, descrito abaixo.
Hipótese: O
impacto de Shira e o vulcanismo decorrente são relativamente modestos, mas
seguidos por um período de intensa glaciação, fenômeno que também ocorreu
coincidentemente com outros impactos; uma possível relação de causa e efeito
precisaria ser pesquisada; além dos ciclos de Milankovitch, talvez haja outros
fenômenos transitórios não rastreáveis associados para causar a diminuição
brusca da temperatura do planeta, como nebulosas acompanhando a trajetória dos
bólidos — isso explicaria a discrepância entre a modesta magnitude do episódio
de vulcanismo associado ao impacto de Shira e a grande magnitude do período
glacial do Pleistoceno.
Pleistoceno
800 ka Bolaven Impacto confirmado Magnitude: 1 15 km Cratera e campo
vulcânico Região: Laos
800 ka Campo
de tectitos: +8.000 km Impacto confirmado Magnitude: 3 Região: Australásia
Campo de impactitos
atribuído a uma cratera com diâmetro de 15 km recentemente localizada no
planalto de Bolaven, Laos. Há derrames de lava em forma de arco ao sul da cratera
enterrada, o que é estranho para uma cratera tão pequena. Entretanto, ao norte
do local estudado, na região de Savannakhet, existe uma anomalia circular que
pode representar uma cratera com diâmetro de 80 km. Esta possível cratera de
maior diâmetro apresenta melhor alinhamento com o derrame de lava ao sul.
Carece de investigação.
(45)
800 ka? Savannakhet Impacto proposto Magnitude: 2 Diâmetro
CC: 80 km Possível segunda cratera associada ao evento de
Bolaven.
(46)
400 ka? Nam
Lolwe Ukerewe Impacto proposto Magnitude 5 Diâmetro CC: 270 km 1°49’S
32°36’E Diâmetro AS: 800 km
LIP/anomalias: Ativação do vulcão exótico Ol Doinyo
Lengai no limite do AS e LIP de Shira, bacia do Lago Vitória
Nam Lolwe e Ukerewe são os
nomes pelos quais os habitantes da região chamam o lago Vitória. O vulcão Ol
Doinyo Lengai é extremamente rico em terras raras, provavelmente depositadas
com o impacto de Shira e mantidas no subsolo até a nova perturbação causada pelo
impacto de Nam Lolwe Ukerewe. Os impactos de Shira e Nam Lolwe Ukerewe
foram fundamentais para a evolução da humanidade. O impacto severo de Shira há
2,5 milhões de anos foi um fator seletivo importantíssimo para desenvolver a
inteligência necessária para a sobrevivência em condições extremamente
precárias. E o impacto menor de Nam Lolwe Ukerewe há 400 mil anos foi
determinante para a migração para fora da África. A humanidade não teria
chegado até aqui se não fossem esses fatores seletivos pressionando a rápida
adaptação e evolução da espécie.
(47)
30 ka Rajada
Kadlu Impacto confirmado Magnitude: 3 Meteoritos
LIP/anomalia: Lagos na Sibéria Região: EUA (Alasca) e Rússia (Sibéria)
Deusa das tempestades na
mitologia dos nativos Inuit. A descoberta de ossos de mamutes e bisões com
fragmentos magnéticos de meteoritos no Alasca e na Sibéria por Fischer apontou
um evento de impacto por desintegração de asteroide sobre a região polar norte.
O evento pode ter sido de proporções muito maiores do que até agora
reconhecidas. Este estudo encontrou várias dezenas de lagos de formato oval na
região de Chelyabinsk, a mesma do meteorito de 2013 (sem relação com este
evento). Os lagos maiores, considerados como de formação glacial, chegam a 8 km
de extensão por 5 km de largura e todos apresentam proporção similar.
Hipótese: A orientação destes supostos lagos glaciais aponta
diretamente para a região do Alasca onde foram encontrados os ossos de mamute
incrustados na América. O campo de lagos ovais na Sibéria se estende por mais
de 1.000 km. Essa anomalia geológica sugere que os lagos podem ter sido criados
por impactos de grandes meteoritos em trajetória rasante após a desintegração
de um fragmento de cometa ou meteorito sobre o Alasca. Essa suposta rajada
Alasca-Chelyabinsk apresentaria extensão de pelo menos 6.300 km.
Holoceno
13 ka Hiawatha Impacto confirmado Magnitude: 3 CC: 31 km Região:
Groenlândia
13 ka? Groenlândia
2 Impacto confirmado Magnitude: 3 CC: 35 km Região Groenlândia
Hiawatha é uma cratera de
impacto confirmada e cuja datação aponta para a coincidência com o evento de
Younger Dryas. Nas imediações também foi encontrada outra cratera de tamanho
semelhante, mas supostamente mais antiga. Ambas as datações aguardam
confirmação. Nas proximidades dessas crateras foi encontrado o meteorito de
Cape York, mais de 60 toneladas. O evento de impacto ou airburst de Nechako
teria aproximadamente 400 km, é defendido pelo geólogo Randall Carlson e teria
ocorrido sobre a capa de gelo naquela região da Columbia Britânica, causando a
grande cabeça de água atribuída ao rompimento da barragem de gelo do lago
Missoula e uma anomalia geológica de padrão radial. O impacto de Saginaw foi
proposto por Davias e Gilbride e é defendido por Antonio Zamora, que explicou o
mecanismo de criação das crateras rasas ovais das Nebraska Bays e Carolina Bays
pela ocorrência de um impacto sobre a capa de gelo da última glaciação causando
um ejecta de grandes blocos de gelo que caíram sobre solo de charco. A cratera
de impacto com aproximadamente 300 km corresponderia à Baía de Saginaw na
Península de Michigan. Esta teoria se opõe à da extinção causada por ação
humana. O evento de Nechako, o impacto de Saginaw e a(s) cratera(s) da
Groenlândia seriam os causadores da extinção da megafauna e também da cultura
Clovis que prosperava na América do Norte. Ambas as teorias apresentam
problemas. Os argumentos de datação da progressão da extinção conforme o avanço
da colonização humana é um forte argumento. Mas a mudança radical dos
ecossistemas com o fim da glaciação não pode ser atribuído à ação humana, provavelmente
foram causas concorrentes.
13 ka? Meteoritos
Cape York e Willamette Impactos
confirmados Magnitude: 1 Região:
Groenlândia e EUA
Nechako
Impacto proposto CC: 400 km Magnitude: Região:
Canadá
Saginaw Impacto proposto CC: 300 km Magnitude: Região:
EUA
Abu
Hureyra Airburst confirmado Magnitude: 1 Rochas vitrificadas e microtectitos Região: Síria
Comunidade neolítica
destruída por impacto ou airburst. Encontradas esférulas de vidro meteorítico e
vitrificações no solo. Evento contemporâneo ao templo/monumento de Gobekli Tepe
que supostamente descreve o impacto com indicações astronômicas e datação
contemporânea com a extinção da megafauna no período Younger Dryas. Há um
alinhamento entre Abu Hureyra e os eventos na América do Norte sugerindo uma
possível rajada com extensão de 10.050 km.
(48)
Konkan Airburst ou
impacto proposto Magnitude: 1 Rochas calcinadas Região: Índia
Petroglifos datados da mesma
época que o monumento/templo de Gobekli Tepe parecem fazer alusão a um evento
catastrófico similar ao ocorrido em Abu Hureyra e registrado em Gobekli Tepe. O
solo na região dos petroglifos de Konkan apresenta aparência calcinada. Os
petroglifos aparentemente descrevem nuvens em forma de cogumelo e poderiam
estar relacionados aos registros hindus das “guerras celestiais” quando os ‘deuses’
lançavam dardos de fogo contra a Terra, causando maremotos e explosões tão
intensas quanto o brilho do sol e que, antes do conhecimento da dinâmica dos
impactos, foram interpretados erroneamente como explosões nucleares, assim como
os ‘deuses’ voando nos céus foram interpretados como indicativos de uma
civilização mais avançada que a atual, quando uma perspectiva racional aponta
para simples descrições de meteoros, meteoritos e impactos. As evidências se
encontram em vídeos publicados na internet.
Pilauco Impacto confirmado Magnitude: 1 Tectitos Região:
Chile Impacto contemporâneo a
Younger Dryas na América do Sul.
15 ka? Rio
Cuarto Impactos confirmados Magnitude: 1 Meteoritos Campo de crateras Região: Argentina
O alinhamento da direção de
Campo del Cielo aponta para a cratera de Umm al Binni aproximadamente na
direção de seu eixo longitudinal. Os meteoritos de CdC são metálicos. O
meteorito de Umm al Binni ainda não foi encontrado. As crateras de Rio Cuarto
apresentam meteoritos condríticos com datação incerta e aparentemente
discordante de CdC. Na hipótese de todos estes impactos confirmados e possíveis
impactos serem contemporâneos, seria possível explicar o fenômeno pela
desagregação de um asteroide do tipo Ryugu ou Bennu, composto de rochas
aglomeradas por gravidade, algumas metálicas e outras condríticas. Uma
hipotética rajada Umm al Binni a Campo del Cielo apresentaria extensão de pelo
menos 13.200 km.
5 ka Umm
al Binni Impacto
confirmado Magnitude: 1 CC: 3,5 km Região:
Iraque
5ka? Campo
del Cielo Impactos confirmados
Magnitude: 1 Campo de meteoritos e crateras Região:
Argentina
(49)
5 ka? Campo
de Iruña Impactos propostos Magnitude: 1 Campo de crateras Região:
Paraguai
Muito próximo ao alinhamento
mencionado acima o pesquisador brasileiro Gabriel André Werlang identificou um
campo de crateras aparentemente originadas por impacto na região de Iruña,
Paraguai. A região ainda sendo avaliada contém cerca de 15 crateras por km2
com diâmetro médio de 15 metros. A extensão do evento ainda está sendo
pesquisada. Até agora não foram encontrados meteoritos metálicos, o que pode
indicar uma chuva de meteoritos condríticos. Idade incerta. Pesquisa em
andamento.
5 ka? Burckle
Impacto confirmado Magnitude: 3 CC: 29 km Região:
Oceano Índico
580 ou 530 a Mahuika Impacto confirmado Magnitude: 2 CC: 20 ± 2 km Região:
Nova Zelândia
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